segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Ô sono.
Acordar às cinco e pegar dois ônibus definitivamente não é vida.
Hum... ondéquié esse negócio hein? Prédio 13. Ah, certo.
E a sala... essa aí. Cheia de gente.
Tá certo. Vam'lá.
*Enrola o cabelo.
*Olha pra baixo.
*Anda e senta.
Certo. Agora... fingir que não estou morrendo de vergonha. Isso se as bochechas não resolverem... xi. Já era. Vermelhinhazinhas, eu suponho.
-Oi.
Acho que é comigo...
-Er... oi.
-Hoje é seu primeiro dia?
-Anram, é sim.
-Hum.
-Hum.
-(...)
-(...)
-Calor, né?
-Ô. Sala quente.
-Pra você ver.
-(...)

Papo de aranha. Bem, é papo, pelo menos. Situação menos constrangedora que eu devo encontrar aqui provavelmente será assistir à aula.
Agora é pensar em alguma coisa pra eu fazer na hora do intervalo, que eu espero que, sinceramente, não dure mais de 20 minutos...



Poizé, as coisas andam acontecendo meio rápido.
Amanhã eu vou pra Bh. Estudar Jornalismo na Puc. [ui.]
Euforia não. O que eu sinto é medo mesmo. Mais apavorada que garotinha de sete anos antes do primeiro dia de aula na escola nova.
É verdade que a situação não se difere muito. Exceto pelo fato de que criancinhas de sete anos tem todo o aval pra molharem a fralda diante de situações como esta. É bonitinho que só vendo. Pra alguém dez anos mais velho, esse comportamento é absurdamente descabido, eu suponho.
É verdade também que, se eu der um jeito nessa minha timidez em mais ou menos 30 horas, eu nem estarei tão em apuros.

E aí, alguém sabe de alguma simpatia, método instantâneo ou qualquer coisa eficiente? Viria a calhar, sem dúvida.

[Sobre saudade e outras coisinhas melosas eu não vou comentar. Já falei demais disso por aqui.]


Bahh. Muito drama.
De forma sucinta: Amanhã vou pra Bh estudar jornalismo na Puc.
E que tudo dê certo. Porque essa covardia toda já tá incomodando é a mim agora.

segunda-feira, janeiro 31, 2005

Digamos que eu não vi o meu nome na lista de aprovados da Ufmg. Não só eu como todos os meus amigos.
E é meio difícil conseguir pensar em alguma coisa consolável pra dizer pra mim e pra quem compartilha esse pequeno desgosto comigo.
Eu só consegui pensar que, talvez mais importante que termos passado ou não no vestibular seja o ano que nós passamos juntos. Que como ele, eu tenho certeza, não vai haver outro.
E a amizade e a relação que todos nós construímos no nosso último ano juntos, é uma das coisas que mais importa.
Papai disse que "tá só começando". E eu concordo por ele.

Só não sei se a frieza com que reagi a notícia decorre do fato de que eu realmente acredito nisso, ou apenas é sinal de que o meu desmonte ainda tá por vir.

É isso. Não me dêem os parabéns, né. Mas acho que também não precisam vir me consolar.
Pelo menos por enquanto.

Ps [por /jinim]: SATAN é o presidente da Copeve.

Ps2 [por mim mesma]: Tô indo pra Guarapari hoje de madrugada. Correr atrás dos trios elétricos, ficar negra, enfim, bolerar demais. [¬¬]
Inté, pessoas.

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Observação tão banal quanto intrigante [pelo menos pra mim, né]...

Antes de começar, acho que cabe aqui esclarecer que, possuindo eu a minha vida, não tenho razão pra me preocupar com a alheia. Mas isso não me coloca numa [talvez privilegiada, quem é que sabe?] posição que me permita ignorar todos os que estão a minha volta.
E nessas condições eu acabo por perceber que, não só em Ipatinga, mas em um plano geral, o número de "Alô Fofão's*" aumentou consideravelmente nos últimos tempos.
Nos fotologs, nos perfis do Orkut, no Shopping daqui[em especial nas quartas e sábados], entre outros, a ocorrência de jovens pertencentes às "tribos" anteriormente tidas como "marginais" [Ui.] é impressionante. Não que isso seja ruim; é algo que não faz diferença, na verdade, mas a pouca importância desse fenômeno não o deixa menos intrigante.

Há pouco tempo, numa breve ida ao Shopping [usando este como exemplo, porque creio que lá o tal fenômeno manifesta-se mais intensamente], podia-se perceber a existência de alguns gatos pingados [em sua maioria garotos] vestidos de preto dos pés a cabeça, com excessão da estampa da camisa - sempre de alguma banda - cabelos compridos, e tudo mais. Vez ou outra via-se os "manos", com calça seis números maior que o seu manequim, bonézinho pra trás e pá. Havia também aquelas garotinhas que eu nunca soube exatamente o que eram, com sainhas, all star de cano logo, maria chiquinha, uns apetrechos infantis e outras coisinhas.
Porém, hoje em dia, eu não acho exagero dizer que mais de um terço do Shopping consiste nos tipos descritos acima.
E eu fico é curiosa pra saber quais são as razões que levaram ao surgimento instântaneo dessa nova safra de "Alo Fofão's".
Já pensei ser culpa da Mtv, do Acústico do Marcelo D2, do Acústico do Charlie Brown Jr, da Amy Lee... de um monte de coisas.
Mas o fato é que nunca cheguei a uma conclusão realmente satisfatória, e acabei me contentando com a idéia de que a explicação pra esse fenômeno merece um estudo mais aprofundado, e ai... Dá uma preguiça de mexer com isso...

[*"http://laravedder.blogspot.com/2003_09_14_laravedder_archive.html#106357521989257698" Pros não familiarizados com a expressão, uma explicação bem breve feita há tempos por /jinim .]

domingo, janeiro 23, 2005



"I am so happy that I am alive, in one piece and short.
I'm in a world of shit . . . yes. But I am alive.
And I am not afraid."


Eu ainda não havia assistido "Nascido para Matar" devido a uma certa antipatia que eu tenho por filmes de guerra. Não costumo gostar daquelas cenas de combate com tiro pra todos os lados, soldados morrendo e fazendo aflorar o sentimentalismo de seus amigos, entre outros.
Mas o tédio, somado ao calor que tava me deixando desconfortada hoje, me fizeram aceitar o convite da Ná de ir ver filme na casa dela antes mesmo que ela me dissesse o que iríamos assistir.

Besteira a minha, não ter visto "Full Metal Jacket" [pra variar, preferi o título em inglês] antes. Bem mais que um "espanta-tédio-de-tardes-calorentas-de-sábado", o filme é excelente, do desempenho dos atores a fotografia.
O tal Joker ganhou minha simpatia, e eu já vi que vou morrer de aflição até me lembrar de onde é que eu já ouvi a música que toca quando os créditos sobem. Acho que não é demais pedir pra quem souber o nome me dizer, antes que eu me acabe em meio a minha curiosidade.
E me recuso a comentar mais sobre o filme.

Só digo que é bonzão, de fato.
Assistam, pessoas.

terça-feira, janeiro 18, 2005

Um mar de pessoas que vão de encontro às outras sem, contudo, se olharem nos olhos.
Pessoas que caminham como se à sua frente não existisse nada. Porque ignorar o que é tão óbvio e fingir que a única coisa digna de atenção é o seu pequeno e insignificante universo?
Barulho. Música feita por carros, por passos, por anúncios repetitivos. Mas o que realmente se quer dizer é calado pelas conveniências. Pela estimável capacidade de discernir o que "cabe" e o que "não cabe".
Calor... e os passos parecem inúteis dado o tamanho da distância que te separa de onde você realmente quer chegar. E a confusão mental, é consequência desse sol que insiste em queimar sua cabeça? Ou essa existiria ainda que você estivesse sob a melhor sombra que se possa imaginar?
É difícil dizer.
De um dos vários carros vem uma buzina forte. Porque não te ignorar, como fazem os pedestres? Motivos óbvios. Custa reparar um carro; Atropelar alguém é ruim para o sono.
Os culpados são o calor e a longa caminhada, por pensamentos tão estúpidos e desconexos?
Novamente, difícil dizer.

E o fato de que sua caminhada agora se dá na frente de um Conservatório seria ignorado, não fosse a música vinda desse local. Música, diferente da ouvida anteriormente. Diferente da música das ruas. Música capaz de fazer de você aquele que ignora qualquer coisa que passe a sua frente. Música que te tira de seu isignificante e desconfortável universo. Por poucos segundos.
"Música... música. Eu devia ter feito música."

Pronto.
Calor, gente, barulho, desconforto, cansaço, medo... tudo se escancara de novo aos seus olhos, e em um segundo você já está afogado em seus conflitantes pensamentos.

Tomara que não falte muito pra, finalmente, se chegar em casa.

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Férias ainda que tardias!

Bem, esse título na verdade é uma tentativa picareta de fingir que eu realmente estive estudando história nos tempos em que me ausentei daqui. Tanto que até sei o porque da inscrição parecida com essa na bandeira de Minas Gerais e...

Bosta nenhuma. Eu passei por tantos lugares nesses últimos dias que nem sei se realmente cabe comentar aqui. E vale ressaltar que nenhum desses lugares dispunha de um computador que eu pudesse usar.
Mas isso já não importa. Após conseguir a proeza de, em cinco minutos, descobrir o preço da passagem, sacar o dinheiro, descer as escadas e entrar no ônibus, eu tô na minha casa.
E essa é uma das poucas certezas que eu tenho. Até quando eu fico aqui eu não sei. E até quando eu vou achar isso bom, também não faço idéia. Tampouco sei se isso realmente importa.

O fato é que, acho que tô de volta. E de férias!
E de Bh eu trago péssimos hábitos. Além de comer como um pedreirinho, agora eu acompanho a novela das 9. Claro que não sem criticar todos os closes, as cenas, as músicas, e os personagens e seus respectivos nomes, gestos, cortes de cabelo, roupas e etc. Afinal, se não fosse desse jeito chato acho que não seria eu assistindo a novela.

Mas creio que há tempo suficiente pra eu me livrar desses tiques. Pelo menos assim espero.
E ah, dia 4 sai o resultado das provas da Federal. Torçam por mim, pessoas.

Eu, eu, eu. Acho que o umbiguismo também é característica oriunda da minha estadia na tal bê agá citi.
Ou não?

Bem, eu disse que tinha poucas certezas...


domingo, janeiro 02, 2005

"Ele é subestimado pelo grande público, ainda bem. Quem entende de filme gosta, e muito."

Resposta de um indivíduo a um tópico no Orkut, sobre Clube da Luta.

Independente de ser ou não Clube da Luta um filme bom, esse tipo de opinião me deixa meio intrigada. Se eu interpretei direitinho, a idéia é de que a maioria não pode compartilhar o seu gosto. Se isso acontecesse, provavelmente, as coisas que você estima ficariam ruins, ou algo assim.
Como se, seu gosto para filmes, músicas, cabides, cores de parede ou qualquer outra coisa, fosse tão refinado que a maioria das pessoas não seria capaz de o compreender.
O problema tá em mim, ou isso é realmente uma besteira danada?
Esse pensamento de "ui-faço-parte-de-uma-elite-que-só-ouve-barra-assiste-barra-aprecia-coisas-realmente-boas" é, pra mim, uma bobagem sem tamanho, porque faz da repercussão que alguma coisa possui pré-requisito pra ela ser apreciada, quando isso é absolutamente irrelevante.

É verdade que meu gosto não é o mais convencional do mundo, [gosto de alguns cabides/cores de parede meio inusitados, isso é fato.] porém eu não levo isso em consideração pra determinar minhas preferências. Assim como assisto os clipes do Disk Mtv feliz e contente, se esses me agradam.

O que eu questiono aqui é a razão pela qual apreciar algo se tornou menos importante que dizer que se aprecia algo.
E isso se aplica a tudo, de cabides a cores de parede.


quinta-feira, dezembro 30, 2004

Poizé.
É amanhã que o tal 2004 acaba, né?
Pra mim, esse ano se finda mais rápido que todos os outros. Digo até que mais rápido do que deveria se findar. Faltou-me tempo pra fazer várias coisas. Mas não é esta uma característica única desse ano. Eu, boba como sou, sempre deixo algo passar.
Ui, ambígua a frase, não? A "quase-embriaguez" momentânea me permite esse tipo de coisa. Dêem-me um desconto!
Pois bem.
Faltou-me tempo em 2004. Esse ano passou mais rápido que qualquer outro, pra mim.
Agora eu chego perto de tentar entender o que queriam dizer-me quando mencionaram uma tal de "dilatação temporal".
Ou não teria nada a ver?

Bem... 2004 foi um ano de incertezas. Sei que é bastante vago dizer isso. Mas esse ano consumiu-me de tal forma, que a mim é impossível realizar uma reflexão maior acerca dos 12 meses já deixados prá trás.

Desta forma espontânea e vaga [teria sido assim, pra mim, o ano que se finda?], eu desejo a vocês um feliz 2005. Que o ano que vem consiga superar, em todos os bons aspectos, o ano que se passou.

E bem, um post novo, não deve sair tão cedo.
Falta tempo, inspiração, gente pra ler, e mais um monte de coisas.


domingo, dezembro 26, 2004

" A minha amiga oculta apanhou dos irmãos dela quando era mais nova, mas aí ela cresceu e hoje em dia é uma menina bonita."

Depois de assim eu ser descrita por uma priminha [que fez uso, é claro, da conhecida gentileza/ mentira-boazinha de criança que quer agradar] no amigo oculto de natal, eu até pensei em publicar um livrinho de auto ajuda.
Cascudos, fogo no cabelo, fivela de cinto encravada na cabeça e afins. Como superar traumas e lesões corporais adquiridas na infância.

Nessa publicação não poderia faltar a conhecida analogia entre pessoas e espermatozóides que sempre é usada pra que você se convença de que "já é um vencedor!", e por isso não há razão pra se deixar abater por coisas do passado.
A repetição incessante de frases como "você é único!", "você é insubstituível!","sem você o mundo não seria o mesmo" também estaria lá no meu livrinho.
Seria, sem dúvida, uma boa fonte de renda. Devido ao simples fato de que pessoas desesperadas se rendem a qualquer tipo de consolo. E palavras de conforto pra alguém que já não aguenta nem uma gata pelo rabo [como diria minha mãe], eu consigo escrever até com uma mão amarrada nas costas.
Percebam que essa não é uma frase pretensiosa. Os filhotinhos da minha gata [tão lindinhos! - eu não podia deixar de comentar] também podem ser grandes escritores de livros de auto ajuda, caso aprendam a pegar na caneta.
Acontece que, como um dos meus professores-relâmpago de fim de ano disse, não é possível que uma pessoa deite a cabeça no travesseiro e durma tranquila, sabendo que seu sustento vem da venda de seus livros picaretas. Eu pelo menos, acho que não conseguiria.
Teria pesadelos, nos quais eu seria um espermatozóide que não conseguiria chegar ao óvulo, ou uma completa loser que já não aguenta mais repetir pra si mesma alguma frase que prima pela obviedade, inserida em meu livro como "seu mantra pessoal".

Melhor é deixar essa coisa de livro de auto-ajuda pra quem já deixou sua consciência na tal Ilha de Marapatá e ir dormir.

Porque o natal foi só um intervalinho pra eu brincar de férias. Amanhã, tuuudo de novo.



terça-feira, dezembro 21, 2004

Vendo umas comunidades no Orkut [sim, essa porcaria me domina há um bom tempo.] hoje, descobri uma que realmente parece ter sido feita pra mim: Eu enrolo pra caralho.

A verdade é que enrolar, é quase que uma arte. Exige técnicas, conhecimento prévio sobre sua personalidade, e claro, uma dose cavalar de preguiça.
Porque, quando se têm algo a fazer, a tendência é se deixar convencer pelo insistente grilo falante que todos nós possuímos [pô, você nunca assistiu "Pinóquio"?] e não sussegar enquanto a tal tarefa não foi cumprida.
A arte de enrolar consiste, basicamente, em dominar esse grilinho. Em matá-lo de mortal, sabe como? [Deus do céu... nunca assistiu "Pinóquio", nunca matou grilo de mortal... que é que você fez da sua infância, hein?]
Eu não diria que isso é muito fácil. O grilo é insistente. Vai te lembrar o tempo todo que você deve parar de ver tv, cortas as unhas, se perder viajando nas maravilhosas porcarias que a internet te oferece, ler revista de fofoca, ou qualquer outra coisa que você esteja fazendo pra adiar o seu "serviço". Mas a chave do negócio, é você se convencer de que você pode sim, se dar ao luxo de ficar um pouquinho a toa.
Pra isso, é bom sempre pensar que se está cansado, que já fez muita coisa ontem, ou que você tá muito stressado e puto com a vida pra ir fazer alguma coisa nesse momento.

É, eu sei que a teoria não é tão simples. Essas coisas funcionam de forma bem mais eficiente quando postas em prática.
Como agora, por exemplo. Páginas e páginas de história do Brasil e geral me esperam ali no armário. Sem mencionar a Geografia física [quase tão ruim quanto matemática] e política.
E eu? Enrolando na internet há mais de duas horas, enquanto meu grilo falante descansa em paz.
Pobrezinho... trabalhou muito nos dias anteriores, tá muito stressado e puto com a vida. Não merece fazer nada nesse momento.
Só espero que ele não volte do limbo tão cedo.


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Ah sim.
Provavelmente não voltarei a postar até dia 24/25, portanto, pra quem comemora, Feliz Natal!
Comam muito todas aquelas carnes que as tias só fazem no dia 24 e façam uma forcinha especial pra aguentar o cd "especial de Natal do Fulano" que provavelmente vai tocar durante toda a noite.
[Lá em casa, todo ano meu pai alterna um de um trio formado por dois tenores e uma moça japonesa, com um de um coral inglês. Eu? Aguento firme, dando graças a Deus por não ser o da Simone.]