sábado, outubro 09, 2004

Ai que preguiça...

Acho que preguiça maior que a que eu tô sentindo agora, só a preguiça matinal. Aquela que vem quando o despertador toca e te faz pensar em mil razões pra faltar com suas obrigações e continuar compondo o conjunto "você-cama".
A preguiça do presente momento é a de ir ao banheiro. Diz se tem pior? Você tá lá, feliz e contente na frente do seu computador, ouvindo suas musiquinhas e marcando o rítimo com a cabeça, assoando o nariz, conversando com alguém no icq [é incrível como um ser humano ocioso pode ser ironicamente funcional] ou qualquer coisa do tipo, quando de repente percebe. Tá lá, aquela dorzinha estranha um pouco abaixo do umbigo, te indicando que, sim... você vai ter de se levantar da cadeira, percorrer o percursso longo que te leva até o banheiro, e lá se livrar dessa vontade maldita.
É mais do que compreensível aquele pedido, "Ô Fulano, mija pra mim...". O quê? Vai dizer que você nunca disse isso pra alguém? Tá bom, eu acredito, "senhor(a)-disposição".
É por isso que eu sou a favor das comadres. Mais práticas que estas, não existe.
Sim, sim. Eu sei que não escapo de ser, no futuro, uma senhora [mais] gorda, que vive deitada numa cama assistindo golfe ou qualquer coisa tão pouco interessante, por pura preguiça de mudar o canal.

[An... será que o meu sábado vai se resumir a isso e pronto? Pô, é feriado, o ócio impera, já é noite... cadê o ânimo pessoas? Alguém me leva pra algum lugar? Ah sim, pra esse tipo de coisa eu até deixo a preguiça de lado. Mas só um pouquinho, porque não é bom acostumar.]

quinta-feira, outubro 07, 2004

Who's so phoney and always surrounded?
Stop your screaming, no one can hear
All the scars on your skin post no bills

Who you were
Was so beautiful
Remember who, who you where

Hide from the mirror, the cracks and the memories
Hide from your family, they won't know you now
For all the holes in our soul host no thrills

Who you were
Was so beautiful
Memories who, who you where..."

[Muse - Screenager]


Qualquer coisa que eu pense em dizer soa muito ridículo, impróprio, dramático, desnecessário, ou qualquer outro adjetivo distante de "decente".
Ignorar é a melhor forma de convivência que eu encontrei pra lidar com algumas coisas. Mas em demasia isso só faz deixar espaços vazios em minha, an, bem, vida. Eu queria evitar uma frase tão dramática, mas vá lá, eu avisei que tudo hoje soaria ridículo. [Não consegui me conter de novo.]
Esse vazio, essa ociosidade que eu não devia deixar existir, têm gerado pensamentos que, também, deveriam ser ignorados. Fazem-me concluir que eu nunca estou satisfeita com o que eu sou, e muito menos com o que eu fui.
Esclarecem pra mim que minha ironia, meu veneno, minha autocrítica só aumentam a cada dia.
Deixam-me saber que, eu posso criticar tudo e todos, mas nunca o farei com a mesma determinação com que aponto o dedo pra mim, dia após dia.

Desnecessário escrever tudo isso.
Mas eu já havia previsto que as coisas assim soariam hoje.

Acho que tudo isso se resume a pouco: Vergonha, sempre.
Mas deixa eu fazer o tal drama. Afinal, é tudo parte do conjunto.




segunda-feira, outubro 04, 2004



Eu poderia definir "Amarelo Manga" como o único filme nacional mais boca suja que "Cidade de Deus".
Mas, além de ser injusta com as pornochanchadas, eu estaria reduzindo o filme a pouca coisa.
Se bem que, qualquer tentativa de descrição minha invevitavelmente reduzirá o filme a pouca coisa.
Enfiemos o pé na jaca, sendo assim:
Em três palavras: Diferente, forte, e pô, muito bom.

An, acho que deu mais de três né?
Então assistam e tirem suas conclusões.
Torço pra que vocês consigam uma definição melhor e mais inspirada que a minha.

[chove por aqui, que bênção! \o/]

domingo, outubro 03, 2004

<.adolescente-alienado-eu-gosto-é-de-emi-ti-vi> Sem comentários sobre as eleições hoje. Não só porque política é um tema que não me agrada muito, mas também porque, bah. O clima pré derrota do candidato apoiado pelas pessoas da minha casa já tá me irritando.
<./adolescente-alienado-eu-gosto-é-de-emi-ti-vi->

<.Evitando-fazer-drama-hoje> Também não vou comentar a ida da Marijane pra B.H. Já borrei[borramos] muito a cara por causa disso ontem, né? <./Evitando-fazer-drama-hoje>

De fato hoje eu não tenho muito o que dizer.
Só uma coisa: Don't let me misunderstood na versão da Santa Esmeralda tá entre uma das melhores músicas pra se escutar numa festa. Depois de algumas não há quem não se empolgue dançando isso e mande à merda o sentido da palavra "ridículo".

É. No mais, é isso.


quarta-feira, setembro 29, 2004

" OS INTELECTUAIS



Jovens criados ao som de MPB, reverenciam Chico Buarque e Caetano Veloso e tentam imitar suas letras "cabeça"
Quem são: Los Hermanos "

[Retirado daqui http://veja.abril.com.br/290904/p_126.html]

(...) Papai do céu, livrai-nos do malamén e dos jornalistas que se metem a escrever sobre música pra Veja.



domingo, setembro 26, 2004

"(...) You live in modern apartments
Well I even got scared once or twice
Last time I walked down your street
There were tears in my eyes
Well these streets
We all know
They help us cry when we're alone late at night
Don't you love them too?
That where you got your eyes?
Oh I can't stand what you do
Sometimes I can't stand you
And it makes me think about me..."


->The Modern Lovers - Hospital

Eu ia fazer um pouco de drama agora, mas decidi adiar isso pra daqui uns bons dias, quando eu realmente sentirei necessidade de engrandecer todos os poucos mini problemas que me cercarão.
Então, por hora só posso desejar boa noite pra vocês. Apesar de não saber ao certo quem vocês são.
Sendo assim, boa noite pra seja lá quem for.



sexta-feira, setembro 24, 2004

[Matemática de segunda a quinta não é uma boa, de forma alguma. E química sexta feira à noite muito menos. Como é que é aquela frase d'O Iluminado? Muito trabalho e pouca diversão fazem de Fulano um bobalhão? É quase isso.]

Mas, bem... lembro-me de ter pensado em comentar algo sobre o agradabilíssimo vídeo que o professor de redação levou pra sala esses dias.
Suponho que futuramente ele vá pedir pra que a gente faça uma redação sobre aborto. [Pouco batido o tema, né?] E pra nos inspirar/colocar-nos de acordo com sua posição sobre o assunto, ele arrumou um dos vídeos mais sensacionalistas desde "Faces da Morte" que eu já vi. [Curioso é que eu nunca assisti Faces da Morte, mas sempre uso essa série como exemplo de sensacionalismo ou coisas que provocam nojo/gastura.]
O tal vídeo era apresentado por um médico que, sendo preconceituosa mesmo, tinha uma cara impagável de picareta, e mostrava cenas de um aborto de um feto de seis meses. Era uma coisa horrível de se ver, claro que era.
Obviamente a intenção de meu professor ao nos mostrar esse filme não era outra senão colocar-nos contra o aborto. "É um crime contra a vida, vê bem que nojento é um aborto, parece coisa de açougue...", provavelmente ele diria.
Eu não vou ser besta o bastante pra culpar a atitude do professor pela náusea que eu senti após ver o "Faces da Morte wannabe", mas devo admitir que fiquei surpresa.
Não achei que, sendo o cara professor de redação, o trabalho dele fosse muito além de nos preparar pra fazer a redação do vestibular. É claro que o tal aborto é um tema que pode vir a ser discutido numa dissertação ou qualquer coisa do tipo, mas não consegui entender no que isso depende da opinião pessoal dele.
Não vejo necessidade alguma de ele exibir imagens de maozinhas ensanguentadas, cabecinhas de fetos dentro de vidros de formol e outras coisas nesse nível.
Sensacionalismo barato é pros meus momentos de distração, é a razão pela qual eu vejo Cidade Alerta, ora essa [Ah, nem vem. Pisque Band é o que há!].
Escola é coisa séria, pô.
E sim, eu sou uma hipócrita de marca maior.

domingo, setembro 19, 2004

Algumas conclusões pós fim de semana:

-Ser cantora de Dance Music tá entre uma das profissões dos meus sonhos. Não me pergunte os motivos, porque eu não saberia dizer quais são. Eu só quero, e pronto.

-Não tem jeito com o tal Charlie Brown Jr. Não que eu ainda tivesse alguma esperança, mas, Deus do céu, o vocalista andou de skate em cima do palco. Pô, skate não! É abusar da minha paciência.

-Olhar pro chão quando se anda ainda é a melhor prevenção contra joelhos machucados.

-Dormir dentro de ônibus é muito constrangedor. E acordar do seu cochilo com as risadinhas de quem tá perto de você é pior ainda.

-Ainda vou fazer um livrinho com as frases do meu pai. A de hoje foi: "Eu gosto é de cachaça.", dita quando o garçom do restaurante gentilmente perguntou se ele gostaria de tomar um licor após o almoço.


Ah sim, e uma última:
-O pau vai quebrar [o bicho vai pegar, o couro vai comer, a chiripoca vai piar, a cobra vai fumar ou qualquer outra coisa que consiga definir um certo desespero] essa semana.

No mais, só isso.
Boa noite pessoas, e uma semana melhor que a minha pra vocês.

quinta-feira, setembro 16, 2004

Há pouco tempo atrás lembro-me de ver um de meus irmãos dizendo que "amor" era coisa inventada pelos homens. Que isso de fato não existia. Claro que suas palavras não eram exatamente essas, e pode ser que minha interpretação tenha distorcido o que ele realmente quis dizer com isso.
Acontece que, na época, não aceitei bem sua afirmação. Mal sabia que pouco tempo depois eu estaria adotando suas frases pra definir o que costumam chamar de amor.
Posso estar sendo muito racional, ou qualquer outro nome que se dê pra isso, mas pra analisar algumas questões, gosto de colocar o homem em seu estágio primário de animal. Gosto de analisar os impulsos, e de pensar que no fundo, todos agimos por extinto.
Sendo assim, o tal "amor" de que tanto falam, pelo qual dizem sofrer, matar, morrer e outros verbos que se encaixam perfeitamente num soneto de Camões ou numa letra do Karametade quando é este o tema, seria apenas uma forma de desanimalização do sexo. E de construção de uma sociedade também.
Uma sociedade na qual, em linguagem de dia de semana, todo mundo se comesse, seria um caos danado. Aquele monte de mãe com sessenta filhos [sendo um de cada pai], doença pra tudo que é canto, e mais outras mil coisas que eu não preciso explicitar.
Por isso transformaram atração em amor. E inventaram pra ter sexo é preciso ter amor. Complicaram tanto o conceito da coisa, que chegar as vias de fato se tornou algo menos simples.
E é assim até hoje. Se a Fulana deu pro Fulano que ela conheceu ontem, ela é uma puta de Bê-erri, ou qualquer outro adjetivo escutável em butecos, afinal ela nem conhecia o rapaz, não havia amor.
Somos irônicos. Descemos o pau em quem nada mais faz do que seguir seu instinto animal.

Eu sei que posso estar exagerando, afinal de contas, muito tempo já se passou desde que o homem inventou o tal amor, e hoje em dia é muito difícil [pra não dizer impossível] viver sem levar em consideração tudo o que surgiu com essa bendita invenção.
Mas, minha concepção do tal amor não vai muito além disso. E eu não saberia falar sobre esse tema de outra forma.

[Taí ô B.M -> http://eutenhoumblog.blogger.com.br meu post sobre amor. Mais ou menos o que você o imaginou?]

segunda-feira, setembro 13, 2004



Terminei de assistir Encontros e Desencontros hoje. Agora, pra ser exata.
E bem, posso dizer que esse filme é prova de que eu não sou tão chata assim, e que não é preciso muito pra me agradar. Digo isso porque não me atreveria a fazer um filme com um enredo tão simples. [É claro que eu não me atreveria a fazer filme com enredo nenhum, isso foi só exemplo infeliz.] Um moço e uma moça [linda, por sinal], perdidos num lugar completamente diferente de tudo que eles já viram. Por acaso eles se conhecem. Misture isso com umas cenas bonitas, uma trilha sonora legal, um final emocionante, mas não chorável, e taí o filme.
É bem sutil. E eu gostei bastante. Mas não acho que seja digno do tanto de comentários que recebeu na época de seu lançamento por aqui.
Pensando bem, eu não devia me atrever a falar isso. Gostar de filmes tá longe de entender de cinema.

Ouvindo Jesus and Mary Chain - Just like honey
[A música da última cena. Tão bonita quanto.]