quinta-feira, junho 02, 2005


[Eu só *pam pam* qué-ru *pam pam* brincar com você...]

É bem verdade que eu sempre achei o Leela bem meia boca e que a voz da moça loira aí é do tipo que exige [bastante] simpatia e bom humor do ouvinte pra ser considerada boa, mas poxa. Colocá-los na trilha sonora da Malhação já é demais, néam?
Poizé, poizé. Também fiquei espantada quando ouvi "Brincar com Você" tocando enquanto os créditos finais subiam.
Prá quem há pouco mais de um ano atrás era deveras desconhecido, esse pessoal tá bem aparecidinho, não?

(...)

Ah sim. Malhação hoje foi de cortar o coração. O Gustavo terminou com a Letícia. [:~] E aquela menina com cara de cobra vai dar à luz uma pulga, só pode. Já tem 6 meses de gravidez e a barriga não cresce. Diabo sô.
[Sim, eu ainda assisto. Já tentei parar, juro. Eu sei que é ruim, eu percebo. Mas eu não sei o que acontece comigo. É automático, eu não consigo não ver. =/]

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Terminei o Espere a Primavera, Bandini do John Fante ontem. É fato que não chega a ser um Pergunte ao Pó, como já haviam me adiantado, mas também é muito bom. Se a preguiça for muito grande, leia pelo menos o penúltimo capítulo, que na minha opinião é o mais bonito de todo o livro.
Um trecho:

"Rosa, minha Rosa, não posso acreditar que você me odiasse, pois não há ódio onde você está agora, aqui entre nós e no entando lá longe. Sou apenas um menino, Rosa, e o mistério de onde você está não é mistério quando penso na beleza do seu rosto e na risada de suas galochas quando você caminhava pelo corredor. (...) E se você me odeia agora, Rosa, e não posso acreditar que me odeie agora, então vele por minha dor e acredite que eu a quero aqui, porque isso é bom também."

Mas ainda não dá pra ter uma idéia.

[Ouvido Mundo Livre S/A - Meu Esquema (A coisa mais bonita que eu ouvi nos últimos dias. E ninguém me tira da cabeça que isso se parece muito com Jorge Ben Jor.)]

segunda-feira, maio 30, 2005

A já manjada WishList, que eu faço toda vez que o natal ou meu aniversário se aproximam e aguçam meu instinto consumista normalmente adormecido.
O problema é que o tal instinto acorda com um apetite meio voraz. Daí eu fico querendo coisas como uma sanduicheira de vaquinha e o Milhouse dos Simpsons de pelúcia.
Mas é que... ah. Sonhar [exceto quando você sonha que bichos como jacarés estão te perseguindo, a exemplo do ocorrido hoje] é bom, vai.

E fazer listas é sempre divertido. Bom mesmo seria se o Mercado Livre tivesse esse recurso. Eu ia querer até um cavalo de aniversário.

Ps:[Assim. Como o natal é só em Dezembro, fica suposto que meu aniversário se aproxima. Poizé. No [maldito] dia dos namorados. E eu já vou fazer 18 anos, viu?Portanto, posso ganhar a garrafa de Tequila que tá na lista sim. =)]

segunda-feira, maio 23, 2005

Ah Bandini. Mas eu não queria me desfazer de você de modo algum. Eu queria te seguir com os olhos enquanto você pegava a linha branca do pavimento e voltava pra Los Angeles. Voltava pra crescer e morrer ao mesmo tempo. Pra perder a sua cor de flor arrancada, e reclamar a falta de raízes dos outros, quando você mesmo não as tem mais.
Eu não queria me desfazer do deslumbrado e prepotente autor de "O cachorrinho riu". E não queria me desfazer das pontadas compartilhadas com Arturo, aquele carcamano pisado pelas sandálias velhas de Camilla. Eu não queria deixar o ódio que eu sentia quando você retirava seu coração do peito e o entregava, fingindo desdém e coragem, à sua princesa Mexicana, para assisti-la retalhá-lo, tal qual fez com o seu exemplar de "O cachorrinho riu".
Ah Bandini. Eu nunca queria me desfazer de você, rapaz que vive à base de laranjas, rapaz que gasta inconsequentemente, rapaz que vive o que a vida te deixa viver. Eu queria acompanhar tua fraqueza e entender sua confusa covardia de quem se força a viver só pra conseguir inspiração, quando não sabe que a vida vem pra ti quando menos esperas, sem que percebas.
Arturo. Eu não queria me desfazer de você. Porque te deixar seria encontrar no outro lado do espelho o meu reflexo, outra vez.
Arturo Bandini. Você não me deixa quando lança ao pó, quando lança à sua Camilla, aquilo que a vida te fez produzir. Você fica, nos meus atos falhos e na minha pretensão e no meu deslumbramento de quem, ingenuamente, espera que algo aconteça.
Você fica, pelo simples fato de que sempre esteve.



[Eu não sei se devia ter postado. Mas o Pergunte ao Pó me balançou como há um bom tempo um livro não balançava. Leiam-no pessoas. Leiam sim.]

domingo, maio 22, 2005

É engraçado pensar em como algumas coisas que faziam [muito] sentido há uns anos atrás tornam-se bastante irrelevantes com o passar do tempo.

[Bom exemplo de frase genérica. Dã.]

Mas eu falo especificamente da minha experiência de sexta feira. Me chamaram pra ir ver um show do Engenheiros do Hawaii e eu, deixando meu lado opa-topo-qualquer-coisa falar mais alto, fui lá.
É fato que não tenho do que reclamar. A ornamentação, o jogo de luz, o som, a performance dos músicos [dos quais eu só sei mesmo o nome do Humberto "a banda é minha" Gessinger], tudo enfim, tava impecável.
Acontece que por algum motivo que eu desconheço, o tal do Engenheiros do Hawaii não funciona comigo mais. Músicas que há três anos atrás me fariam soltar aqueles [insuportáveis] gritinhos histéricos, não conseguiram levantar nem um pelinho do meu braço, sequer.
E o mais estranho nisso tudo, era perceber a reação das pessoas que assistiam o show perto de mim e querer, de certa forma, me empolgar daquele jeito também. A tal "catarse invejável", pra usar um termo já colocado num post.

"A gente fica velho e as coisas vão perdendo a graça.", comentou comigo meu irmão. E eu confirmo, do alto da minha velhice de quem faz dezoito anos dentro de exatas três semanas.

quarta-feira, maio 18, 2005

"Você só me fez mudar, mas depois mudou de mim."

Eu sei. É bobinho.
Mas vive assombrando a minha cabeça.

Bah...
Boa noite, pessoas.
[Nú. Noventa e sete mil anos que não digo isso por aqui.]

terça-feira, maio 17, 2005

Esse questionário que a Carou [http://normau.blogger.com.br] mandou veio em ótima hora pra tirar a, já habitual, poeira disso aqui.

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro queria ser?
É bastante clichê, e óbvio, e tudo mais. Mas eu seria O Apanhador no Campo de Centeio, do Salinger. Porque é um livro que realmente me tocou assim, talvez pela grande sutileza ou por identificação mesmo. Não sei muito bem.

Já alguma vez ficaste apanhado por um personagem de ficção?
Se "apanhado" é algo como "apaixonado", posso dizer que eu não sei se já fiquei apaixonada deveras não. Mesmo porque se apaixonar por algo que não se apresenta como sendo de carne e osso pra você é coisa de doido. Mas o Ross, do Friends, é um dos personagens mais fofos que já existiram. Ah, vai. Ele é loser. E tem uma cara de babaca incrível. Mas ai... isso tudo só o deixa mais fofo ainda. E falando de livros, o Vasco da trilogia Clarissa/Música ao Longe/Um lugar ao sol, do Érico Veríssimo é um cara muito bacana que eu gostaria mesmo de conhecer.

Qual foi o último livro que compraste?
Estudantes não compram livros. Estudantes alugam livros na biblioteca municipal. Sendo assim, digo os dois últimos que peguei pra ler: "Diário Íntimo", do Franz Kafka; e "Pra cima com a viga, moçada!/Seymour, Uma Introdução" do J.D Salinger.


Qual o último livro que leste?
O já citado "Diário Íntimo".

Que livros estás a ler?
"Seyour, Uma Introdução." É o citado ali em cima também. O livro se divide em duas partes, independentes até. E eu tô na segunda, que devo terminar hoje pra começar a ler o famoso "Dom Casmurro" [Machado de Assis], prum trabalho da faculdade.

Cinco livros que levarias para uma ilha deserta?
Poxa.
- "O Apanhador no Campo de Centeio", J.D Salinger [Eu gosto mesmo dele.]
- "Clube da Luta", Chuck Palahniuk [Porque esse livro merece muitas leituras. E eu teria tempo de sobra pra fazê-las numa ilha deserta]
- "O Menino do Dedo Verde", Maurice Druon [O livro pseudo-infantil mais subestimado de todos os tempos. Uma espécie de "O Pequeno Príncipe" bastardo, sabe como? E eu o levaria por razões sentimentais e tudo mais.]
- "Música ao Longe", Érico Veríssimo [É um dos meus preferidos há muito tempo.]
- "Mate-me Por Favor" Less McNeil e Gillian McCain [Se o Funério devolvesse o meu exemplar que foi confiscado pela mãe dele - leitura subversiva - eu o levaria pra tal Ilha, porque ele é divertido pra caramba.]


Três pessoas a quem vais passar este testemunho e por quê?

- Gers [http://www.my_ruin.blogger.com.br/], porque acho que ela lê bastante e tá precisando tirar a poeira do blog dela;
- Nikolas [http://submundodenikolas.blogspot.com/], isto é, se o blog dele tiver espaço pra questionariozinhos, porque, pelo menos segundo a minha mãe, ele adora ler;
- Kelson [http://fotolog.net/reveil], porque ele é um rapaz inteligente e culto. [Aposto que vai citar algo do Nietzsche. Aposto...]

quarta-feira, maio 11, 2005


"Everyboooooody... [yeeeah!] Rock your boooooody.... [yeeeah!] (...) Backstreet´s back, allright!"

Poizé. Quando a gente começa a esperar a chegada do dia em que o badguy da banda vai ser preso por porte de drogas, o loirinho vai assumir a homossexualidade e o romântico vai perceber que sua carreira solo destinada ao público latino não deu certo, os "garotos da rua de trás" [an, an, entendeu né?] voltam.

[Nota pra mim mesma: Seguir os conselhos da professora e dar um jeito nessas frases longas.]

Continuando:
Contudo, voltam em nova versão. Continuam, é claro, com o rosto bonitinho de sempre, as roupinhas cool e tudo mais. Só que os Backstreet Boys agora são, pasmem!, tristes. Poizé, poizé.

Na música nova, sugestivamente nomeada como "Incomplete", no lugar da manjada e dançante bateria de teclado Cássio, o que se escuta são violinos, pianos, explosões de acordes de guitarra dos bem raivosos-tristes, além de uma letra que é puro lamento. E o cenário do clipe oscila entre closes no semblante trstonho dos meninos e carros pegando fogo.
Forçando a barra, dá até uma certa peninha. [:~]
E forçando mais um pouquinho, dá pra comparar os Bsb com outros ressurgidos das cinzas: o B5.
Tal qual uma Fênix ressentida, os integrantes dessa bandinha mirim que apareceu na Mtv há um bom tempo atrás também voltaram cheios de dor e melancolia no coraçãozinho. [Ôôôun :~]
No lugar do antigo e infantil "Na na na na, eu só penso em você/ Na na na na, fico louco pra te ver", os Bê Cinco agora fazem beicinho na Mtv enquanto cantam que "o fim que ainda é o que eu não sei/ Pra sempre eu quis te ter só mais uma vez."

E no meio de toda essa tristeza eu meio que fico a refletir [mas só de vez em quando, dentro do ônibus sem ter o que fazer, ou então enquanto corto as unhas.] se a bola da vez é realmente o choro.
Caso seja essa uma hipótese realmente válida, eu só posso seguir o exemplo e lamentar. Porque ridículas Boy Bands de Mtv sempre serão. Mas antigamente elas pelo menos tinham coreografias e músicas capazes de animar uma festa de aniversário infantil.
=/

segunda-feira, maio 09, 2005

Já faz uma semana...
Um filme ["Quase Dois Irmãos"] e um documentário ["Entreatos"] assistidos, muita picaretagem/vagabundagem, meio livro lido, viagem pra casa [sempre bom], e surpreendente falta do que dizer em todo esse intervalo de tempo.

Então faça o seguinte: Baixe [e ouça] a música que segue, assista os filmes citados, leia "Pra Cima Com a Viga, Moçada!" do Salinger, e vá pra casa ver a sua mãe.
Se depois de fazer tudo isso você também não tiver o que comentar, me dê a mão e lamente comigo [fazendo muito drama, assim] sua falta de criatividade.

"Ave, Lúcifer
Os Mutantes


"As maçãs
Envolvem os corpos nus
Nesse rio que corre
Em veias mansas dentro de mim

Anjos e arcanjos
Não pousam nesse Éden infernal
E a flecha do selvagem
Matou mil aves no ar

Quieta, a serpente se enrola
Nos seus pés
É Lúcifer da floresta
Que tenta me abraçar

Vem amor
Que um paraíso
Num abraço amigo
Sorrirá pra nós, sem ninguém nos ver

Prometa
Meu amor macio
Como uma flor cheia de mel
Pra te embriagar, sem ninguém nos ver

Tragam uvas negras
Tragam festas e flores
Tragam copos e dores
Tragam incensos odores

Mas, tragam Lúcifer pra mim
Em uma bandeja pra mim..."


[O Alô-fofonismo da letra não casa com a melodia, só pra constar.]

segunda-feira, maio 02, 2005

[cemsujeito]

Aquele sol que não aquecia, também não queimava a pele.
Nem se faria notar, não fosse o fato de que ainda tornava as lâmpadas dos postes inúteis.
Ventava e as mãos abraçavam o próprio corpo, na tentativa de disfarçar o efeito que aquele sol medíocre deixava o frio provocar.
As palavras que haviam sido jogadas às paredes, ainda que houvesse gente dentro do quarto, agora voltavam golpeando a cabeça. Não incomodava tanto quanto o drama presente nesses escritos pode sugerir.
Havia uma vontade estranha de expressar tudo aquilo que aquela situação, que primava pela banalidade, surpreendentemente provocava.
A garotinha que não podia tomar um sorvete porque "Tá frio! Vai pegar dor de garganta e um febrão." e o modo como ela abraçava as pernas daquela que lhe fazia a negação. A igreja do outro lado da rua e um rapaz que lá de dentro repetia os versos de uma música com as palmas das mãos viradas pra cima e os olhos fechados, numa catarse invejável. O descontentamento causado pelo o reflexo mostrado vez ou outra no vidro dos automóveis que por ali passavam.
Tudo isso inspirava de forma a inquietar, e ao mesmo tempo fazia crescer algo grandiosamente nulo dentro do íntimo.
(...)
Era aquele sol que não aquecia, e nem queimava a pele.
Certamente, nem se faria notar.

sábado, abril 30, 2005



Apesar de ter ouvido/lido [bons] comentários a respeito de Edukators há algum tempo, só fui assisti-lo ontem.
E a história interessante, os diálogos em alemão [o mais esperado de um filme alemão, néam], o carinha do Adeus, Lênin! [que pra mim é a pessoa mais parecida com o Billy Corgan depois, é claro, do Billy Corgan], os outros três atores cuja cara eu vi pela primeira vez ontem, e a trilha sonora extremamente bonitinha e bem colocada, me fazem confirmar aquilo que já tinha chegado até mim: Filme muito bom, de fato.
Acho que eu destacaria duas cenas que me agradaram bastante: Uma na qual a mocinha loira aí do meio do poster arranha a pintura dum carrão com a sutileza de quem coça o nariz, e a cena final que, boazinha que sou, não vou adiantar aqui.

Enfim, recomendável deveras.
E se alguém aí souber onde eu acho a trilha sonora disponível para download ou coisa assim, faz um grande favor em me avisar.

[Ouvindo Leonard Cohen - Waiting for The Miracle. Primeira música da Trilha Sonora do Assassinos por Natureza, que por sinal eu comprei esses dias. Coincidência, uia.]