terça-feira, dezembro 07, 2004

Luzinhas nos prédios, árvores verdes com lacinhos vermelhos no shopping, papai noel passando calor nas lojas, propagandas com "dingombéu" tocando ao fundo...
Dizem que o natal taí, né?
Será que só eu não entrei no "clima" desse negócio esse ano?
Não sei se é porque a minha rotina usual de fim de ano [que faz uma faz uma falta danada, vale lembrar] se modificou totalmente dessa vez, ou se é porque eu estou naturalmente mais rabugenta.
Só sei que esse ano nada me motivou a pensar em presentes "dáveis" pras pessoas, a mandar cartões com mensagens clichês de fim de ano, nem nada do tipo.

(...)

Tá bom, não era bem isso que eu queria falar.
O fato é que eu não passei na Puc por malditos 1,5 pontos.
<.patty fresca>Tô arrasada, amiga.<./patty fresca>
Poizé, poizé. É mentira, mas é verdade. E eu tô começando a odiar cada vez mais essa merda de vestibular.
Agora me diz, se num clima desse, existe algum jeito de pensar em "dingonbéu", papai noel e ainda engolir a vinheta de "hô-ji-a-festésua-hô-ji-a-festénossa-é-de-quem-quiser-quem-vier" da Rede Globo com bom humor?
E um peteleco na orelha do(a) primeiro(a) Poliana que vier dizer que "tudo tem um lado bom" e que "se não deu é porque não tinha de ser", ou coisa parecida.
Hunf.

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Dando continuídade ao ócio [que já tá começando a me causar - adivinhem! - culpa], assisti dois filmes hoje.


A foto do poster é lindona, olha só. :~

Elefante é bem interessante. Consegue tratar de um massacre feito numa escola norte americana sem recorrer aos clichês mais esperados em casos como este. Não há uma infinidade cenas dos assassinos sendo humilhados ou rejeitados por suas futuras vítimas, assim como não há aquela divisão entre o "bonzinho" e o "malvado" no decorrer da maior parte do filme. Também não são os garotos que realizam o massacre enquadrados no esteriótipo de "menino-de-olhar-de-doido-insano-psicopata-e-que-de-quebra-tem-problema-em-casa".

Durante todo o filme, o que se absorve dos personagens é tanto, ou menos, do que poderia ser absorvido numa eventual cruzada de caminho com algum deles. Portanto, o filme não demonstra uma possível justificativa para o massacre. Este é apenas exibido, e de forma bem original, vale repetir.
Agora... o título eu devo admitir que não entendi. Li textos dizendo que "ignorar o massacre é tão difícil quanto ignorar um elefante numa sala", li textos falando sobre uma parábola oriental que envolve cegos e elefantes... li sobre uma parábola oriental de cegos e elefantes dentro de uma sala... mas nenhum me convenceu realmente.
Acredito que só o diretor deve saber o que quis dizer com esse título. Por mim, tudo bem. Essa ignorância não me incomoda tanto...





Falam tão bem de Trainspotting, e eu o vi tão "mais-pra-lá-que-pra-cá", que resolvi alugá-lo de novo e ver do que ele realmente se tratava.
A verdade é que senti uma certa culpa por ter o menosprezado tanto da primeira vez que o aluguei. Trainspotting é bem legal. É verdade que não merece toda essa festinha que fazem em volta dele, mas é sem dúvida um bom filme.
A começar pela trilha sonora, né. Perfect Day, do Lou Reed se encaixa perfeitamente na cena em que o protagonista é levado ao hospital após tomar um "pico" meio bravo. Porque é mais ou menos essa, uma das idéias transmitidas por Trainspotting.
Um "dia perfeito", ou uma "vida perfeita" não dependem exatamente daquilo que é considerado bom por grande parte da sociedade. Uma dose de heroína pode te fazer mais feliz que o ganho de uma casa no bingo, por exemplo.
Ah sim, já ia me esquecendo. Os personagens tem um sotaque meio britânico, escocês... que é absurdamente lindo. Um arraso.

Er... vou parar por aqui. Esses adjetivos de drag queen definitivamente não pegam bem, ainda que eu seja uma mocinha.
É isso então, pessoas. Sei que ninguém vai de fato assistir os filmes, mas me distrai e me diverte bastante ficar escrevendo aqui sobre os filminhos que eu assisto vez ou outra.


quarta-feira, dezembro 01, 2004

Curioso... não raro eu passo semanas, meses, sem que nada de novo me aconteça.
E na última semana [nos últimos três dias, especificamente], eu finalmente pude definir, ainda que temporariamente, o rumo de algumas coisas bem importantes pra mim.
Eu pude saber o que fazer com as minhas malas que, desde que eu voltei de Bh, tavam jogadas no canto do quarto, esperando pela minha decisão de desfazê-las, ou de fechá-las e viajar de novo.
O bom é que tudo se definiu da melhor forma possível.
Acredito ter passado pra segunda etapa, mas só volto pro cursinho em Bh semana que vem. Enquanto isso, eu tiro minhas férias de uma semana. Acordo ao meio dia sem culpa, como até não poder mais, me divirto com minha falta do que fazer... entre várias outras coisas bestas que só o ócio é capaz de me proporcionar.
Inclua entre essas coisas bestas, ficar observando a minha gata e seus filhotinhos recém nascidos. De verdade... é muito curioso o fato de que ela, sem ainda nem ter um ano, sabe exatamente o que fazer com as suas "crias".
A falta do que fazer até me dá tempo pra pensar em questões cuja resposta eu nunca vou saber. Seria o homem "muito porqueira", como definiu meu irmão, por precisar de tantas assitências no momento de "perpertuar a espécie", ou sua pouca auto-suficiência nesse sentido seria apenas reflexo de anos e anos de acomodação?

Mas bem... questões de respostas mais fáceis são as que mais me acometem, é óbvio.
Ninguém por aí quer um gatinho não? É que eu não posso, de forma alguma, ficar com os quatro filhotinhos já citados acima.
Taí ó uma questão fácil fácil de responder.
Seria bom que alguém o fizesse logo, antes que eu comece a achar os bichinhos muito "fofos", dê nome a eles [já tenho até algumas sugestões, não vou negar.] e não queira mais me desfazer deles.

E, no mais, tudo muito tranquilo.
Não me lembro de me sentir assim há um tempo considerável.
E não me lembro de fazer um post tão "diarinho" há mais tempo ainda.



sexta-feira, novembro 26, 2004

Hoje são vinte e seis. Não são vinte e sete só porque já passou da meia noite.
Pra mim, dia vinte e sete de novembro é amanhã, a partir do momento em que eu me levantar da cama [obviamente, querendo dormir mais.].

Vinte e sete de novembro... ouvi falar desse dia o ano todo. Ah sim, claro. É dia do [ui!] vestibular da Ufmg.
Teve gente que passou o ano todo se dedicando à prova que será aplicada amanhã.
Eu? Ah, com certeza não me encaixo nesse grupo. Não é gratuito o peso na consciência que sinto quando ouço alguém me dizer "Mas você estudou o ano todo, vai passar sim!". Nessas situações, além de ouvir o tal grilinho falante sussurando a palavra"vagabunda" dentro da minha cabeça, eu penso que engano bem.
Chego até a pensar se realmente mereço conseguir essa vaga no lugar de outros 33 candidatos. É claro que não consigo concluir nada a respeito disso.
Mas, a hora já não é mais propícia pra esse tipo de indagação, né. Merecendo ou não, e sendo ou não competente, eu quero muito ir bem nesse tal vestibular. E isso é um fato.
Portanto, como realmente não há mais o que fazer, eu peço pra que vocês me desejem boa sorte nas provas que farei amanhã.
Porque hoje, quando eu disse pra um amigo que não achava que ter alguém torcendo por você pudesse realmente fazer alguma diferença, eu tava falando da boca pra fora.
E [queira Deus], eu estava dizendo uma besteira sem tamanho.

[Pra quem tá na mesma situação que eu, eu desejo boa sorte amanhã. Até pra quem vai fazer comunicação, sério. Essa atitude de "que-se-fodam-meus-concorrentes" que os cursinhos querem nos fazer ter, não combina de forma alguma comigo.]


terça-feira, novembro 23, 2004

Agora que eu alugo [no pior sentido da palavra] a casa do meu irmão, eu já não mais foleio as páginas da Veja toda segunda feira.
No lugar disso eu passo o olho pela Istoé. Se eu vejo alguma diferença entre as duas? Acho que eu não chego a ler realmente todas as matérias pra ter uma base que me permita fazer essa comparação.
O fato é que, numa dessas foleadas, enquanto conversava com as meninas [Bibái e Nani, que tão me ajudando a alguar a casa do meu irmão enquanto ele viaja] dei de cara com a Mc Tati, lindona, de copo de champagne na mão, quilinhos a mais e tatuagem de presidiária na canela, estampando uma matéria de duas folhas na revista.
Nessa matéria, assim como numa reportagem que eu vi no Fantástico esses dias [a mulher tá ficando famosa mesmo] havia gente defendendo o conteúdo de suas letras, dizendo que são feministas e tudo mais. Na tal reportagem do fantástico, uma mulher, que tá fazendo um documentário sobre o funk carioca feminino, foi mais longe, e disse que não conseguia ver pornografia nas letras da Tati.
Pera aí. "Escolhi da marca Dako porque Dako é bom", "Não gosto de piru pequeno","Se deu a noite inteira/ e tá toda ardidinha/ apele pra punheta antes que ele pede a bundinha...". Não que eu seja grande conhecedora do feminismo, [na verdade não é algo que me interessa muito. Acho essa guerra de sexos uma besteira sem tamanho, mas isso é assunto pra outra hora.] mas não é difícil perceber que de feminismo essas letras não tem nem o pingo do "i".
É putaria pura, ora essa. E particularmente, eu não vejo problema algum nisso, porque palavrão é algo que tá longe de me ofender. Besteira por besteira todo mundo sabe falar. E deixando a etiqueta de lado, não duvido que conheça gente que num momento súbito de inspiração, diga besteiras três vezes piores que as cantadas pela Tati.
Exemplo citado pela própria "quebra-barraco" na entrevista, é a Dercy Gonçalves. A velha [que por sinal tá custando pra morrer hein?] fala bobagem há décadas na tv, e nem por isso foi chamada de feminista, ou coisa que o valha.
Sinceramente, penso que considerar a Tati feminista, não é mais que uma desculpa arranjada por esse pessoal fresco pra justificar sua simpatia pela música "de pobre" que ela canta.
Nesse caso, pela primeira vez, eu tô com aquela socialite carioca insuportável, a tal Narcisa Tamborindenblablablacoisas. Nessa reportagem pra Istoé, ela diz que no meio da festa já tá todo mundo bêbado, doido pra se divertir, e é aí que a música da Tati entra.
Concordo plenamente.
Porque, você ganha um doce se, como já diria uma comunidade no Orkut, conseguir "resistir quando a Tati começa com o pancadão", depois de já ter tomado uns goles.

sábado, novembro 20, 2004

" Eu quero afastar a neblina com um sopro, e em seguida permanecer debruçada na janela até o momento que eu julgar conveniente.
Eu quero destruir as horas e o tempo, mandando embora assim todas as inconveniências que a sucessão dos eventos me traz.
Eu quero viver de [boas] lembranças, e nada mais. Porque sentir medo de começar algo extremamente novo é muito menos cômodo que simplesmente me entregar àquilo que eu já vivi.
Mudanças são necessárias - eu não duvido que alguém dirá.
Pois bem. Eu quero acabar com tudo que existe de necessário.
Eu quero viver com o que já possuo, com tudo aquilo que me completa.
Eu quero não precisar. Eu quero não me fazer entender.
Eu quero confundir.
Mas se eu preciso do que eu quero, eu menti o tempo todo. Porque ousei afirmar que desdenho o que é necessário.
Logo eu não quero nada. Eu nem quero não-querer.
Eu só não quero.
Te confundi? Bem, não era o que eu queria. "


É engraçado. Algumas besteiras que a gente escreve se encaixam em mais de uma situação.
Nah, não é pra entender mesmo não.


domingo, novembro 14, 2004

[Tem faltado assunto... Falemos (mais?) sobre banalidades.]

"When I wake up early in the morning
Lift my head, I'm still yawning
When I'm in the middle of a dream
Stay in bed, float up stream (float up stream)

Please, don't wake me, no, don't shake me
Leave me where I am - I'm only sleeping

Everybody seems to think I'm lazy
I don't mind, I think they're crazy
Running everywhere at such a speed
Till they find there's no need (there's no need)

Please, don't spoil my day, I'm miles away
And after all I'm only sleeping... "


The Beatles - I´m Only Sleeping
[Acho que já tava passando da hora de eu ouvir Beatles, né.]

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Domingo com cara de dia útil, esse de hoje.
Eu finalmente consegui deixar meu nervosismo fresco de lado, e acho que fiz uma prova relativamente boa hoje.
Vamos desconsiderar o fato de que as matérias avaliadas hoje eram bem mais fáceis, e de que o pau vai começar a quebrar de verdade amanhã, e fingir que eu vou conseguir me manter calma até o fim das provas.

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Ficar sozinha na casa dos outros tem lá suas vantagens...
Consumir um litro e meio de coca cola numa sentada, andar em trajes vergonhosos, tomar banho ouvindo [e o pior, cantando] as músicas que você tá com vontade de ouvir há um tempão...
Só não é aconselhável assistir "2001 - Uma odisséia no espaço" nessa situação, com as luzes apagadas.
Numa certa sequência, eu me vi pregada no sofá, sem conseguir mover nem o dedinho do pé, completamente apavorada e impressionada com o negócio.
Juro que nunca havia visto nada igual. Impressionante.

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Eu definitivamente não me dou bem com persianas.
Existe curso, ou coisa parecida? É cordinha demais pra uma cabeça só.


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Amanhã é feriado pra vocês, cambada de vagabundos.
E eu tenho que aceitar o fato de ter aula de manhã e prova a tarde.
<.inveja>Aproveitem. Cocem o saco durante todo o dia. ¬¬<./inveja>

Boa noite, e boa semana pra vocês.
Ps: É pedir demais pedir pra que vocês me desejem boa sorte nas provas? Ah, custa nada, vai... =}

quinta-feira, novembro 11, 2004

Bem... acho que eu deveria ter postado antes. Mas não tenho me entendido com o computador do meu irmão.
A verdade é que eu não tenho me entendido com outras coisas, além do computador do meu irmão. Já soltaram pra mim que não tão me reconhecendo.
E eu não sei se é culpa do atraso biológico [porque eu não posso aceitar que sangrar cinco dias numa semana do mês seja algo diferente de atraso] que acomete as mulheres de vinte oito em vinte oito dias, ou se isso tudo é culpa do vestibular que eu tenho de fazer domingo, segunda e terça feira.
O fato é que esse cursinho conseguiu me deixar nervosa. Coisa que anos de colégio não tiveram a capacidade de fazer.
Ontem eu me surpreendi tentando roer as unhas enquanto enrolava o cabelo no dedo e sacudia o pé freneticamente. Justo eu, que sempre tive uma calma, que de tão exagerada chegava a ser irônica.
Aquele meio sorrisinho na cara, "eu não vou morrer por causa disso" na cabeça, e vamos lá.
Nunca imaginei que me deixaria afetar tanto por isso.
Só espero que esse "stress" [detesto essa palavra] passe até domingo. Do contrário eu não vou mais poder contar com aquilo que de certa forma ia me diferenciar: A calma descomunal.


[Ouvindo Santa Esmeralda - Don´t let me be misunderstood. Vê bem, eu tô até tentando me distrair, ó.]

sábado, novembro 06, 2004

"Tomorrow Never Knows..."

As luzes eram muitas. E também eram muitas as pessoas, as bebidas, o barulho, o calor. Ainda assim, tudo se resumia a pouco.
Sendo assim ele a tratava como se fosse ela a única pessoa realmente importante. E ela fingia que não se importava. Ainda que as tragadas absolutamente sincronizadas denunciassem a ligação existente entre eles, ela fingia que eles tinham motivos para brigar. E os inventava partindo de pretextos absurdos. Pretextos esses que ele nunca duvidou serem bestas, serem meramente provocativos. "É puro amor..." ele pensava.
"É pra ver se ele realmente se importa.", pensava a garota. E novamente acendiam um cigarro, levavam-no a boca, e soltavam a fumaça de um jeito que, se ensaiado, não seria tão bonito, e tão perfeito.
Ela o amava, e ele se importava. Ambos tinham consciência disso, mas fingiam não ter. Porque, inconscientemente, sabiam que por mais que jurassem ser eterno o que sentiam um pelo outro, aquilo ali não duraria pra sempre.
Eram jovens. Minto. Eram muito jovens. E havia ainda tantas coisas prestes a acontecer, e a mudar o curso e o destino de tudo, que dizer "pra sempre", trazia consigo alguma coisa falsa, mergulhada em toda a incerteza que o amanhã traz consigo.
Por isso se contentavam em fingir, e em se apoiar no presente. No que viviam agora. Afinal, não seria isso o importante? Que se dane o amanhã, já que ele ainda não aconteceu.
A alegria acontece agora, a incerteza se manifesta agora. E a embriaguez? Se sente agora. O gozo também. O sofrimento. O "sai daqui que não quero ver tua cara mais!" é dito agora, num momento de pura raiva.
A vida, é agora. E se eles se amavam, agora, nesse instante, não havia motivo pra temer o amanhã. É verdade que não o conheciam, porém, quando é que haviam de conhecê-lo? Apenas quando o amanhã fosse o agora.
E se isso estava longe ou perto de acontecer, o referencial é que iria dizer. Longe de quando? Perto do que?
Evitaram então o questionamento. Se beijaram. Fingiram brigar. Deram mais um trago no cigarro, sincronizadamente, e se abraçaram, no pra sempre que era o agora.


terça-feira, novembro 02, 2004

Na rodoviária
"-Não, cê não vai chorar não. Eu volto sexta feira, pô."

(...)

No ônibus
"-Er... moça, [sendo o mais gentil possível, visto que a "moça" não tinha menos que sessenta anos] eu acho que o assento do corredor é meu.
-Ahhh minha filha! Sabe que que é? Eu adoouuro ir no corredor! Eu vou só até Monlevade, deixa eu ir aqui, deixa?

[Adora ir no corredor, mas compra a janela. Hábitos estranhos, os dessas pessoas.]
-Tá bom então, moça."

(...)

No Táxi
-Blá blá blá blá blá, né Lara?
-(...)
-Né Lara?
-(...)
-Lara? Psiu! Acorda menina!
-An, mas hein? Que foi? Viajei, aqui.


(...)

No Apartamento
-Alô? Pai? Cheguei, tá?
-Chegou? Mas onde?
-Em Bh, pai.
-Ué, cê foi praí é?
- ¬¬



Então, tô em Bh atrapalhando a vida de recém casado do meu irmão, com o pretexto de fazer cursinho.
Só espero que eu realmente estude pra poder ficar aqui ano que vem. Porque essa coisa de não saber direito onde é que eu tô, de ver rostos diferentes, de me divertir olhando pras janelinhas pequenas dos muitos prédios que apontam em qualquer lugar pra que eu decida olhar, me sufoca de uma forma tão boa, que eu penso que realmente gosto daqui.

[Pessoas, saudades. Já! =***'s prá todos vocês.]