O quarto fechado e escuro. Pequeno até, mas suficientemente espaçoso para comportar a cama, o criado mudo e o pequeno guarda roupas. No teto, o ventilador roncava o zumbido oficial de todas as noites.
Independente do tempo, acostumara-se a dormir ouvindo o tec-tec das hélices cortando o ar. Quase uma canção de ninar para o garoto.
Deitara-se na cama vestindo um short de pijamas e nada mais, e cobrira-se até o pescoço. Debaixo da cabeça o travesseiro já começara a molhar-se - babava enquanto dormia, o rapaz.
E ali, deitado de olhos fechados, com a franja cobrindo-lhe uma parte do rosto, ele se ausentava de todo o resto do mundo. Rasgava todos os seus papéis sociais respirando calmamente, enquanto descansava de outro inevitável dia por ele vivido.
Não mais era o filho estranho que tanto intrigava os pais com sua introspecção demasiada. E não havia, dentro do quarto escuro, resquícios do amigo com quem sempre podia-se contar. O aluno de comportamento peculiar também desaparecia, dando lugar a nada mais que um garoto adormecido.
No vai e vem ritimado do peito desapareciam também todas as angústias e os orgulhos daquele menino, tão confuso e inquieto.
Seus questionamentos intermináveis e a certeza de só saber que nada sabia evaporavam-se e subiam até o teto do quarto, sendo talhados pelas hélices do ventilador.
Dormia.
Não era filho, amigo, aluno, questionador, inquieto, angustiado.
Simplesmente existia em sua vulnerável condição de ser humano vivo.
E nesse momento, botava abaixo todas as [hipócritas] máscaras que se deve usar, para que tudo ocorra segundo "a norma".
Seu momento de mais absoluta sinceridade.
E ele nem estava acordado para contemplá-lo.
[Aquelas idéias que surgem de repente no meio da festa + tarde tediosa de domingo + falta completa do que fazer = texto bobinho.]
segunda-feira, março 21, 2005
terça-feira, março 15, 2005
Sobre futilidades e nada mais [ou post digno da indiferença daqueles que não tem tempo ou disposição para se importar com esse tipo de "coisa mesquinha e insgnificante".]
Passando na frente de umas bancas de revista esses dias, vi o digníssimo Chico Buarque estampando a capa de mais de uma revista de fofoca, ao lado de uma mulher.
Um tempinho depois fui finalmente descobrir o que é que aconteceu e tudo mais. Seu Chico foi à praia com uma moça casada, e se deixou ser fotografado lascando um beijo nela.
Eu só não tô entendendo o porque dessa história ter tido tanta repercussão. É bem verdade que o Casamento da Cicarelli com o Ronaldinho já encheu o saco, não tem nada interessante acontecendo no Big Brother e a novela das oito acabou, o que acaba deixando a Contigo e adjacentes com menos assunto pra escrever sobre que eu.
Mas parecem estar ignorando aquela história, de que mulher alguma seria capaz de resistir ao Chico Buarque. Não só as mulheres, como também os homens. Tem até comunidade no orkut ["destinada a heterosexuais convictos, mas que pro Chico rola", cujo título é Eu daria pro Chico Buarque.
Sendo assim, que é que tem de mais na história, gente? Eu acho até que o marido traído nem devia ser considerado corno, visto que a mulher dele tava se atracando não com um homem, e sim com o Chico Buarque.
Absolutamente compreensível.
__________________________
Já comentei mais de uma vez aqui que meus onze/doze anos foram marcados por um fanatismo histérico pelos Hanson, né?
Poizé. E entre os muitos planos que eu fazia naquela época, ir a um show deles a qualquer custo se incluía bem no topo da lista.
Então... os meninos resolveram fazer um show aqui em Bh na próxima Quinta Feira.
E eu só posso dizer que estou [ridiculamente] empolgada com o fato de que eu vou estar lá, vendo o show por cima da cabeça das novas fanzinhas deles, pedindo a todo custo pra que eles toquem qualquer coisa do Middle of Nowhere depois de amanhã.
Porque é bem verdade que do cd novo eu não conheço praticamente nada, exceto a bonitinha Penny and Me.
Então que chegue logo, a quinta feira e a Lisa [vulgo /pedrera], minha companhia também ex fã de Hanson, que vai trazer dois isqueiros pra gente acender na hora de "I will come to you".
Lindo. Vai ser chorável. :~
[E trate de segurar esse risinho debochado aí, ó. =p]
Passando na frente de umas bancas de revista esses dias, vi o digníssimo Chico Buarque estampando a capa de mais de uma revista de fofoca, ao lado de uma mulher.
Um tempinho depois fui finalmente descobrir o que é que aconteceu e tudo mais. Seu Chico foi à praia com uma moça casada, e se deixou ser fotografado lascando um beijo nela.
Eu só não tô entendendo o porque dessa história ter tido tanta repercussão. É bem verdade que o Casamento da Cicarelli com o Ronaldinho já encheu o saco, não tem nada interessante acontecendo no Big Brother e a novela das oito acabou, o que acaba deixando a Contigo e adjacentes com menos assunto pra escrever sobre que eu.
Mas parecem estar ignorando aquela história, de que mulher alguma seria capaz de resistir ao Chico Buarque. Não só as mulheres, como também os homens. Tem até comunidade no orkut ["destinada a heterosexuais convictos, mas que pro Chico rola", cujo título é Eu daria pro Chico Buarque.
Sendo assim, que é que tem de mais na história, gente? Eu acho até que o marido traído nem devia ser considerado corno, visto que a mulher dele tava se atracando não com um homem, e sim com o Chico Buarque.
Absolutamente compreensível.
__________________________
Já comentei mais de uma vez aqui que meus onze/doze anos foram marcados por um fanatismo histérico pelos Hanson, né?
Poizé. E entre os muitos planos que eu fazia naquela época, ir a um show deles a qualquer custo se incluía bem no topo da lista.
Então... os meninos resolveram fazer um show aqui em Bh na próxima Quinta Feira.
E eu só posso dizer que estou [ridiculamente] empolgada com o fato de que eu vou estar lá, vendo o show por cima da cabeça das novas fanzinhas deles, pedindo a todo custo pra que eles toquem qualquer coisa do Middle of Nowhere depois de amanhã.
Porque é bem verdade que do cd novo eu não conheço praticamente nada, exceto a bonitinha Penny and Me.
Então que chegue logo, a quinta feira e a Lisa [vulgo /pedrera], minha companhia também ex fã de Hanson, que vai trazer dois isqueiros pra gente acender na hora de "I will come to you".
Lindo. Vai ser chorável. :~
[E trate de segurar esse risinho debochado aí, ó. =p]
domingo, março 13, 2005
Independente de qual seja o curta presente em Sobre Café e Cigarros, pode-se ter certeza de que, além dos óbvios café e cigarros, uma situação constrangedora será apresentada. E eu não digo constrangedora no sentido espalhafatoso da palavra.
As situações retratadas no filme são exatamente aquelas nas quais a vergonha se cria a partir de motivos sutis, que passariam despercebidos aos olhos de qualquer um.
Situações vergonhosamente sutis ou sutilmente vergonhosas, acho que não faz tanta diferença.
E é exatamente nas sutilezas dos fatos que está grande parte da graça desse filme. Além, é claro, das inúmeras tomadas focando xícaras de café embaçadas por fumaça de cigarro, das repetições propositais de algumas frases, de alguns atores interpretando ninguém mais que si próprios, e tudo mais.
E pra quem gosta dos White Stripes, eles fazem parte do elenco do filme. Atuando numa história que, pra mim, é uma das mais fraquinhas de Sobre Café e Cigarros. Mas a Meg White serviu pra ilustrar o poster [lindo, por sinal] pelo menos, né.
Ah sim, também tem o Iggy Pop, mostrando-se bem mais comportado do que quando tinha como hobby rolar sobre os cacos de vidro por aí.
Em suma: Igualmente interessante e divertido.
Assistam, pessoas. Mas não leiam sinopse´s antes.
Até esse pessoal descobrir onde é que fica o limite que separa sintetizar o filme ee ser corta-foda, ainda falta muito.
quarta-feira, março 09, 2005
[http://www.kurthalsey.com/work.html]
"You'll be given love
You'll be taken care of
You'll be given love
You have to trust it
Maybe not from the sources
You have poured yours
Maybe not from the directions
You are staring at..."
Death Cab For Cutie - All is full of love
Um dos poucos casos em que eu prefiro a versão à música original.
Apesar de pouco conhecer Death Cab, essa versão deles pra música da Bê-jorque é simples, e linda.
Quase tanto quanto a figura meiga ali de cima.
(...)
E eu gosto das coisas simples.
Ainda que sejam exatamente essas as que me faltam.
-------------------------------------------------------
[Dia desses eu posto algo realmente válido.]*
[É que tem faltado assunto, sabe. Sugestões?]**
[Sim, elas são muitíssimo bem vindas.]***
[Ô, cê nem imagina o quanto.]****
[É chato sabe, querer muito escrever mas não saber, de fato, o que.]*****
[Poizé.]******
[E de onde eu tirei esses asteriscos ridículos?]*******
[Acho que faz parte da minha enrolação pré/durante estudo. Algumas coisas realmente nunca mudam.]********
sábado, março 05, 2005
Sair a noite tendo na cabeça o número exato de cervejas que seu dinheiro te permite tomar; Chegar em casa às quatro e acordar às sete; Voltar pra casa da faculdade debaixo de chuva pela terceira vez na semana [sombrinha é artefato inexistente na sua vida]; Almoçar um biscoito Toda-Hora a fim de chegar na rodoviária a tempo de pegar o ônibus; Chamar justamente o Taxi que se atrasa, e perder o ônibus por um mísero minuto; Comprar a passagem pro próximo ônibus com várias [várias mesmo] moedinhas, que foram rigorosamente separadas na noite anterior, no momento do balanço das cervejas.
Poizé. Há dias em que eu me sinto extamente como o personagem de Vida de Estagiário, do genial Allan Sieber.
Não fosse a pequena diferença de que eu [ainda] não sou estagiária, e sim estudante...
[Ouvindo The Velvet Underground - Chelsea Girls e passeando aqui em Ipatinga pra dar um tempo na minha "vida de estudante".]
Poizé. Há dias em que eu me sinto extamente como o personagem de Vida de Estagiário, do genial Allan Sieber.
Não fosse a pequena diferença de que eu [ainda] não sou estagiária, e sim estudante...
[Ouvindo The Velvet Underground - Chelsea Girls e passeando aqui em Ipatinga pra dar um tempo na minha "vida de estudante".]
quarta-feira, março 02, 2005
Sete e meia da manhã. Domingo. E ele não acreditava que já estava acordado.
Havia trabalhado a noite anterior até as três da madrugada, e tudo o que queria quando se deitou na cama era acordar depois do meio dia no dia seguinte.
Mas, pela enésima vez no mês, o rádio da vizinha o acordou.
Sentou-se na cama e ficou refletindo.
Ele que sempre foi um homem tão cheio de ética, não conseguia entender o que é que algumas pessoas faziam com a sua.
E o problema nem era o gosto musical da vizinha, bastante incompatível com o seu. O que o incomodava era a necessidade da mulher de ouvir o som no último volume, fazendo a música ecoar por todo o prédio.
Pensou em calçar seus chinelos, vestir a camisa do pijama e ir até o apartamento de cima pra tentar resolver o problema. Mas lembrou-se que já havia feito coisa semelhante na última semana, e que de nada tinha adiantado.
A medida em que ele pensava nesse problema tido até pouco tempo como "doméstico", sentia sua calma habitual dar sinais de falha.
Em pouco tempo estava trêmulo. E no andar de cima a vizinha cantava os sucessos da rádio.
Sentiu que suava frio. Esfregou as mãos na bermuda enquanto andava em círculos pelo quarto.
Sabia que seu tormento não seria resolvido enquanto a vizinha não se mudasse dali ou enquanto ela...
"Enquanto ela estiver viva", refletiu, embriagado por sua ira.
De forma mecânica, calçou os chinelos. Cozinha. Gaveta. Faca. Ganhou a porta e subiu as escadas.
Não precisou tocar a campainha. A porta estava escancarada e na frente dela ele parou, observando a vizinha que varria a casa e cantava a odiosa e alta música.
Entrou no apartamento. Lá dentro a música, ainda mais alta, penetrava por seus ouvidos de forma irritante, o que só fez aumentar a raiva que ele já sentia.
Se aproximou da mulher que o olhava com espanto. Era fraca e magra, a moça.
Imobilizou-a.
Uma, duas, três, quatro... e continuou até dar a quadragésima sétima facada.
Largou o corpo retalhado no chão. Levantou-se, desligou o rádio e saiu do apartamento.
Agora sim, sua calma havia voltado e ele, finalmente, poderia voltar a dormir.
(...)
[Ontem eu vi um psicólogo contando essa história na Tv. Não exatamente desse jeito, é claro. Mas achei interessante. Eu também não conheço o meu limite. Ainda que eu raramente sinta raiva, quando o faço, tenho vontade de partir pra agressão física sim.
Acho que alivia, ou qualquer coisa do tipo. Mas não se preocupem. O mais próximo que já cheguei de agredir alguém por motivos de ira maior foi quando taquei uma caneta na testa de um amigo que tava me enchendo o saco. É bem verdade que podia ter acertado o olho, mas vá lá...]
Havia trabalhado a noite anterior até as três da madrugada, e tudo o que queria quando se deitou na cama era acordar depois do meio dia no dia seguinte.
Mas, pela enésima vez no mês, o rádio da vizinha o acordou.
Sentou-se na cama e ficou refletindo.
Ele que sempre foi um homem tão cheio de ética, não conseguia entender o que é que algumas pessoas faziam com a sua.
E o problema nem era o gosto musical da vizinha, bastante incompatível com o seu. O que o incomodava era a necessidade da mulher de ouvir o som no último volume, fazendo a música ecoar por todo o prédio.
Pensou em calçar seus chinelos, vestir a camisa do pijama e ir até o apartamento de cima pra tentar resolver o problema. Mas lembrou-se que já havia feito coisa semelhante na última semana, e que de nada tinha adiantado.
A medida em que ele pensava nesse problema tido até pouco tempo como "doméstico", sentia sua calma habitual dar sinais de falha.
Em pouco tempo estava trêmulo. E no andar de cima a vizinha cantava os sucessos da rádio.
Sentiu que suava frio. Esfregou as mãos na bermuda enquanto andava em círculos pelo quarto.
Sabia que seu tormento não seria resolvido enquanto a vizinha não se mudasse dali ou enquanto ela...
"Enquanto ela estiver viva", refletiu, embriagado por sua ira.
De forma mecânica, calçou os chinelos. Cozinha. Gaveta. Faca. Ganhou a porta e subiu as escadas.
Não precisou tocar a campainha. A porta estava escancarada e na frente dela ele parou, observando a vizinha que varria a casa e cantava a odiosa e alta música.
Entrou no apartamento. Lá dentro a música, ainda mais alta, penetrava por seus ouvidos de forma irritante, o que só fez aumentar a raiva que ele já sentia.
Se aproximou da mulher que o olhava com espanto. Era fraca e magra, a moça.
Imobilizou-a.
Uma, duas, três, quatro... e continuou até dar a quadragésima sétima facada.
Largou o corpo retalhado no chão. Levantou-se, desligou o rádio e saiu do apartamento.
Agora sim, sua calma havia voltado e ele, finalmente, poderia voltar a dormir.
(...)
[Ontem eu vi um psicólogo contando essa história na Tv. Não exatamente desse jeito, é claro. Mas achei interessante. Eu também não conheço o meu limite. Ainda que eu raramente sinta raiva, quando o faço, tenho vontade de partir pra agressão física sim.
Acho que alivia, ou qualquer coisa do tipo. Mas não se preocupem. O mais próximo que já cheguei de agredir alguém por motivos de ira maior foi quando taquei uma caneta na testa de um amigo que tava me enchendo o saco. É bem verdade que podia ter acertado o olho, mas vá lá...]
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
Por acaso minhas mãos escorregam e vão parar no meu pescoço.
E meus dedos fazem-me sentir, com certa surpresa, que algo ali pulsa. Desce e sobe, desce e sobe. Num rítimo calmo e marcado. Agradável até.
Algumas coisas, quando deixadas muito tempo de lado, não se mostram mais tão óbvias assim.
Há saudade, há medo, há conformismo, há desânimo, há dúvidas, há decepção dentro de mim.
É...
Por pouco eu esqueço-me de que também há vida.
E meus dedos fazem-me sentir, com certa surpresa, que algo ali pulsa. Desce e sobe, desce e sobe. Num rítimo calmo e marcado. Agradável até.
Algumas coisas, quando deixadas muito tempo de lado, não se mostram mais tão óbvias assim.
Há saudade, há medo, há conformismo, há desânimo, há dúvidas, há decepção dentro de mim.
É...
Por pouco eu esqueço-me de que também há vida.
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
Fevereiro praticamente acabando, e eu me esqueci de fazer o comentário que todo ano faço neste mesmo mês.
Nada relacionado ao Carnaval, início de aulas ou coisa parecida.
É que Fevereiro costuma ser o mês em que este blog, er... bem, faz anos, digamos assim. Mas dessa vez eu me esqueci de comentar sobre isso.
Talvez isso seja reflexo da relativa mudança que as coisas sofreram. Já me importei mais com isso, especialmente pelo fato de que eu já tive mais o que dizer, e consquentemente, os outros já tiveram mais o que ler por aqui.
Acontece que ultimamente tenho me sentido meio vazia mesmo, não exatamente no caráter sentimental da palavra. O que não significa, contudo, que algum dia eu já tenha escrito algo realmente válido por aqui.
A questão é que há um tempo atrás, eu tinha assunto [ainda que muito banal] pra despejar aqui. Hoje em dia, quase que nem isso.
Não sei se isso se deve à minha grande falta do que fazer, se eu estaria sendo justa culpando a monotonia significativa das coisas que me cercam, ou se é tudo uma "fase".
Mas não acredito, a não ser que eu seja acometida por um surto de inspiração/grandes idéias, que isso aqui vá chegar aos quatro anos.
Digo isso com um pequeno [grande] pesar, é verdade.
Porque, por mais insignificante que possa parecer, esse blog já me ajudou em muitas coisas.
Uma vez que lidar com as pessoas é setenta e sete vezes mais difícil que lidar com letras [inanimadas e passivas], eu aprendi [ainda que de forma bastante medíocre, é verdade] a escrever pra me livrar da árdua tarefa de me expresar de forma falada.
Obviedade demais dizer que grande parte desse "aprendizado" se deu por aqui, certo?
Pois bem.
Talvez assim fique mais explícito o porque de eu insistir com essa coisa de blog há três anos quando o que bomba é o tal Fotolog, e eu dificilmente tenho algo a dizer.
Nada relacionado ao Carnaval, início de aulas ou coisa parecida.
É que Fevereiro costuma ser o mês em que este blog, er... bem, faz anos, digamos assim. Mas dessa vez eu me esqueci de comentar sobre isso.
Talvez isso seja reflexo da relativa mudança que as coisas sofreram. Já me importei mais com isso, especialmente pelo fato de que eu já tive mais o que dizer, e consquentemente, os outros já tiveram mais o que ler por aqui.
Acontece que ultimamente tenho me sentido meio vazia mesmo, não exatamente no caráter sentimental da palavra. O que não significa, contudo, que algum dia eu já tenha escrito algo realmente válido por aqui.
A questão é que há um tempo atrás, eu tinha assunto [ainda que muito banal] pra despejar aqui. Hoje em dia, quase que nem isso.
Não sei se isso se deve à minha grande falta do que fazer, se eu estaria sendo justa culpando a monotonia significativa das coisas que me cercam, ou se é tudo uma "fase".
Mas não acredito, a não ser que eu seja acometida por um surto de inspiração/grandes idéias, que isso aqui vá chegar aos quatro anos.
Digo isso com um pequeno [grande] pesar, é verdade.
Porque, por mais insignificante que possa parecer, esse blog já me ajudou em muitas coisas.
Uma vez que lidar com as pessoas é setenta e sete vezes mais difícil que lidar com letras [inanimadas e passivas], eu aprendi [ainda que de forma bastante medíocre, é verdade] a escrever pra me livrar da árdua tarefa de me expresar de forma falada.
Obviedade demais dizer que grande parte desse "aprendizado" se deu por aqui, certo?
Pois bem.
Talvez assim fique mais explícito o porque de eu insistir com essa coisa de blog há três anos quando o que bomba é o tal Fotolog, e eu dificilmente tenho algo a dizer.
terça-feira, fevereiro 22, 2005
Impressão minha ou a Malhação tá tentando inserir na temática da novela uma espécie de "Clube da Luta" dos muito mal feitos?
No episódio de ontem o vilãozinho, vulgo filho-do-Fábio-Jr-na-Corpo-Dourado, e alguns de seus comparsas, todos mal encarados, é claro, estavam num lugar abandonado, se engalfinhando [dois de cada vez] sem camisa e descalços [!], sob a luz de algumas lanternas.
E o tal rapaz malvadinho soltou um "como é que vocês ficaram sabendo disso aqui?" ao ver que o "clube" havia crescido um pouco desde o último encontro.
É óbvio que esse Pseudo Clube da Luta Malhaçãonístico [enfo.] será explorado pra explicitar pros jovens que a violência é ruim e o suco de laranja com sanduba natural do Gigabyte é bom, numa associação quase tão extremista quanto as de Tonho da Lua [A-Rutinha-é-boa-a-Raquel-é-má].
Mas ainda que o propósito não seja o mesmo, percebi uma intenção de cópia muito grande na cena.
Coincidência demais ou meu cérebro tá atrofiando devido ao excesso de Tv que eu tenho experimentado nos últimos dias?
[Àqueles que vierem criticar o fato de eu assistir Malhação eu já adianto que sempre assisti. E que também assisto Big Brother. E vocês que tem Tv a cabo ou alguma coisa pra fazer que se esbaldem em sua felicidade e me deixem em paz.]
No episódio de ontem o vilãozinho, vulgo filho-do-Fábio-Jr-na-Corpo-Dourado, e alguns de seus comparsas, todos mal encarados, é claro, estavam num lugar abandonado, se engalfinhando [dois de cada vez] sem camisa e descalços [!], sob a luz de algumas lanternas.
E o tal rapaz malvadinho soltou um "como é que vocês ficaram sabendo disso aqui?" ao ver que o "clube" havia crescido um pouco desde o último encontro.
É óbvio que esse Pseudo Clube da Luta Malhaçãonístico [enfo.] será explorado pra explicitar pros jovens que a violência é ruim e o suco de laranja com sanduba natural do Gigabyte é bom, numa associação quase tão extremista quanto as de Tonho da Lua [A-Rutinha-é-boa-a-Raquel-é-má].
Mas ainda que o propósito não seja o mesmo, percebi uma intenção de cópia muito grande na cena.
Coincidência demais ou meu cérebro tá atrofiando devido ao excesso de Tv que eu tenho experimentado nos últimos dias?
[Àqueles que vierem criticar o fato de eu assistir Malhação eu já adianto que sempre assisti. E que também assisto Big Brother. E vocês que tem Tv a cabo ou alguma coisa pra fazer que se esbaldem em sua felicidade e me deixem em paz.]
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
Razões pelas quais eu preciso arrumar algo pra fazer enquanto não estou na faculdade:
-Eu acho que já sei o nome de sessenta por cento dos personagens da novela das nove. [Isso é muito grave, visto que eu dificilmente decoro o nome de personagens de filmes, seriados, ou qualquer outra coisa.]
-Ontem o ponto alto do meu dia foi ver o episódio da boa vizinhança do Chaves no Sbt [Eu fiquei feliz mesmo.]
-A prova do líder do Big Brother também foi interessante...
-Eu fiquei chateadíssima porque a luz acabou exatamente na hora de Malhação.
-Tô com um "nó" no ombro devido à posição em que eu fico deitada o dia todo na frente da Tv.
-Hoje eu achei graça de Pânico na Tv.
Provavelmente alguém dirá pra eu ler um livro nesse intervalo e parar de me entupir com essas porcarias televisivas. [Alguém que ligou a Tv na Mtv na hora em que a tela tá preta com um zunido irritante no fundo e as letrinhas brancas com os dizeres "desligue essa tv e vá ler um livro" se destacam no fundo preto, ou algum espertinho de plantão mesmo.]
Acontece que eu já estou [re]lendo "Clube da Luta", porém eu preciso economizá-lo, senão fico sem ter o que fazer durante intervalo de uma aula pra outra.
Acho que vou aprender tricô.
Ou alguém aí tem sugestão melhor?
-Eu acho que já sei o nome de sessenta por cento dos personagens da novela das nove. [Isso é muito grave, visto que eu dificilmente decoro o nome de personagens de filmes, seriados, ou qualquer outra coisa.]
-Ontem o ponto alto do meu dia foi ver o episódio da boa vizinhança do Chaves no Sbt [Eu fiquei feliz mesmo.]
-A prova do líder do Big Brother também foi interessante...
-Eu fiquei chateadíssima porque a luz acabou exatamente na hora de Malhação.
-Tô com um "nó" no ombro devido à posição em que eu fico deitada o dia todo na frente da Tv.
-Hoje eu achei graça de Pânico na Tv.
Provavelmente alguém dirá pra eu ler um livro nesse intervalo e parar de me entupir com essas porcarias televisivas. [Alguém que ligou a Tv na Mtv na hora em que a tela tá preta com um zunido irritante no fundo e as letrinhas brancas com os dizeres "desligue essa tv e vá ler um livro" se destacam no fundo preto, ou algum espertinho de plantão mesmo.]
Acontece que eu já estou [re]lendo "Clube da Luta", porém eu preciso economizá-lo, senão fico sem ter o que fazer durante intervalo de uma aula pra outra.
Acho que vou aprender tricô.
Ou alguém aí tem sugestão melhor?
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