[Espelho]
Ia eu lá, subindo aquele tão odioso quanto íngreme morro de todos os dias, quase que perdida entre devaneios, hipóteses, raiva e sono, quando eis que, feito a pedra no caminho de Drummond, uma van se estacionou atravessada na subida. Fosse eu poetisa, faria do desconforto de ter de dar a volta pelo automóvel um poema. Contudo, eu sei lá que diabos sou, e era cedo demais pra pensar em versos.
Continuei então arfando meu sedentarismo e rumando morro acima, até que senti uns olhos passeando por mim. Mas passeando de um jeito diferente, não como se desejassem ou repudiassem a pele, não era isso. Pareciam perfurar a casca prá observar e tentar entender o que havia do lado de dentro.
Eu não podia ignorar aquela invasão e simplesmente continuar marchando pro ponto de ônbius. Virei-me e, como se fôssemos nós dois os únicos seres viventes do mundo, meus olhos se fixaram diretamente naqueles que me observavam, presentes [erroneamente, creio eu] no rosto de um garotinho. Pele clara, cabelos pretos e lisos, a cara virada pra fora da janela do carro e um jeito calmo de ignorar todas as outras crianças que se encontravam a seu lado.
Pouco mais de oito anos de vida e o meu jeito ladrão de olhar para os outros, prestes a roubar o pouco de essência que os gestos descuidados alheios deixam escapar.
Nem metade de minha idade e a audácia de me invadir assim, sutilmente, como é hábito meu fazer.
Mantive o contato visual, e ele parecia não ceder. Parada feito tola no meio da ladeira, o fôlego tomado pelo cansaço e pela surpresa, eu sentia esse garoto perceber o que eu era, e não alterar nem um músculo da face a cada momento de sua descoberta.
Muito tempo me pareceu passar nesses meus segundos de derrota, até que me senti descarnada e exposta o bastante prá me dar por vencida.
Tomei novamente o que seria meu caminho há instantes atrás [porque agora eu já não sentia mais ter um rumo], e terminei a subida, não sem praguejar o tal garotinho.
"Maldito. Aposto que vai chegar em casa e me usar num de seus escritos bestas. Hunf."
[É que a aula de fotografia tava meio chatinha, sabe. Câmara obscura, papel sensível a luz, num sei que lá de prata, blá blá blá. *bocejo.]
terça-feira, agosto 09, 2005
domingo, agosto 07, 2005
O texto aí embaixo, basicamente, sou eu me excedendo num comentário em um dos post´s [exatamente no do dia 30/07] desse menino aqui ó.
Porque, pelo menos a mim, parece muito sincero o jeito fácil dele de se apaixonar pelas pessoas.
[Lara said]
Seria muita besteira sentir inveja de tua paixão? Sentir inveja desse teu gostar, que aperta o peito e faz surgirem lágrimas nos olhos quando o momento [qualquer momento] traz um pouquinho de sentimentalidade? Eu sou boba demais se quero fazer com que as músicas antes sem sentido comecem a tomar forma lógica em meus ouvidos, e façam surgir de meus lábios um sorriso pateta, talvez até mesmo feiinho?
Não sei se tenho tua aprovação, mas te invejo. Invejo o sentimento que faz os passos dela ecoarem atrás de você pela calçada. Invejo a lembrança doce que a pulseirinha dela em teu braço te traz. Invejo até o jeito como tuas pernas não se firmam direito quando ela se aproxima.
Ah, menino. Eu queria mais que muitas coisas que eu quero - e você não sabe como são vastas as coisas que quero - sentir meu coração ficar vivo por alguém, cantar "clareia a minha vida amor, no olhar" quando o "amor" serve de vocativo pra alguém. Você não imagina como eu queria me sentir gente de novo, como eu queria sofrer de novo e praguejar contra todos os homens existentes, dizer que nunca mais vou gostar de ninguém, chorar de raiva e me olhar no espelho em seguida, a me sentir a pessoa mais ridícula e "inamável" do mundo.
Tu não sabes como eu queria fazer neologismos apaixonados... como eu queria sentir meu peito subindo e descendo vagarosamente, a deixar um frio estranho no meu estômago denunciando que, se prepare menininha, vem coisa por aí.
Eu quero esse teu jeito de se apaixonar por todos, simultaneamente. Eu quero chegar em casa e ter em quem pensar, sentir o coração bater forte quando sei que, lá onde eu vou, ele vai também.
Menino, garoto, rapaz. Eu te invejo com a melhor inveja do mundo. Eu invejo o teu gostar, eu invejo o que há mais de humano e irracional em você.
Porque, ás vezes eu acho que me perdi no meio de palavras e pensamentos e medo. E paixão - quem dera.
É coisa que eu temo não nascer mais por esses cantos de cá.
Porque, pelo menos a mim, parece muito sincero o jeito fácil dele de se apaixonar pelas pessoas.
[Lara said]
Seria muita besteira sentir inveja de tua paixão? Sentir inveja desse teu gostar, que aperta o peito e faz surgirem lágrimas nos olhos quando o momento [qualquer momento] traz um pouquinho de sentimentalidade? Eu sou boba demais se quero fazer com que as músicas antes sem sentido comecem a tomar forma lógica em meus ouvidos, e façam surgir de meus lábios um sorriso pateta, talvez até mesmo feiinho?
Não sei se tenho tua aprovação, mas te invejo. Invejo o sentimento que faz os passos dela ecoarem atrás de você pela calçada. Invejo a lembrança doce que a pulseirinha dela em teu braço te traz. Invejo até o jeito como tuas pernas não se firmam direito quando ela se aproxima.
Ah, menino. Eu queria mais que muitas coisas que eu quero - e você não sabe como são vastas as coisas que quero - sentir meu coração ficar vivo por alguém, cantar "clareia a minha vida amor, no olhar" quando o "amor" serve de vocativo pra alguém. Você não imagina como eu queria me sentir gente de novo, como eu queria sofrer de novo e praguejar contra todos os homens existentes, dizer que nunca mais vou gostar de ninguém, chorar de raiva e me olhar no espelho em seguida, a me sentir a pessoa mais ridícula e "inamável" do mundo.
Tu não sabes como eu queria fazer neologismos apaixonados... como eu queria sentir meu peito subindo e descendo vagarosamente, a deixar um frio estranho no meu estômago denunciando que, se prepare menininha, vem coisa por aí.
Eu quero esse teu jeito de se apaixonar por todos, simultaneamente. Eu quero chegar em casa e ter em quem pensar, sentir o coração bater forte quando sei que, lá onde eu vou, ele vai também.
Menino, garoto, rapaz. Eu te invejo com a melhor inveja do mundo. Eu invejo o teu gostar, eu invejo o que há mais de humano e irracional em você.
Porque, ás vezes eu acho que me perdi no meio de palavras e pensamentos e medo. E paixão - quem dera.
É coisa que eu temo não nascer mais por esses cantos de cá.
quinta-feira, agosto 04, 2005

[Essa capa é muito "arte" pra mim.]
Então, num surto de consumismo misturado com a confusa [e falsa] idéia de que eu possuía algum dinheiro, eu desembolsei 30 contos no 4 do Los Hermanos.
Poderia até dizer que é pra fazer valer a investida monetária que eu não tenho escutado outra coisa desde Terça Feira. Mas é verdade é que esses meninos continuam sabendo fazer música.
De fato ainda é cedo pra que eu expresse alguma opinião definitiva sobre o disco porque, por incrível que pareça, acho que Los Hermanos exige um pouquinho de paciência pra com certas músicas.
Mas, por hora, achei o cd bastante bom. As músicas estão bem diversificadas, algumas bastante tristes como "Os pássaros", "Sapato novo" [essa lembra bastante aquelas músicas fossa do Chico Buarque], e "Pois É" [minha preferida], outras dançantes, a exemplo de "Morena", "Condicional" e "Paquetá" [Essa tem os dois pés na salsa e, acredite, é muito boa], e aquelas que lembram samba, ainda que na letra, como "Fez-se Mar" ["Clareia no tempo / Cadeia das horas / Eu meço no tempo / O passo das horas"].
O single "O Vento" à primeira vista não tem nada de radiofônico além da guitarra completamente "Strokiniana" [U-au lara.]. Mas após algumas escutadas, o último trecho gruda de forma insistente na cabeça, e é aí que você percebe onde estava o lado chiclete da música. É também a que mais se aproxima do "róque" em todo o disco, e talvez seja por isso que tenha sido escolhida como música de trabalho.
Apenas uma música ainda não me desceu: Horizonte Distante. Soa toda fora de lugar, mas daquele jeito desproposital, sabe como? A distorção da guitarra utilizada lá pelo meio e os saxofones/trompetes [não sei ao certo o que é] que crescem de um jeito meio "musical da Disney" não me agradaram mesmo. CQuanto a letra, porém, nada contra.
E por falar nas letras, estas andam um pouco tristinhas em sua maioria. Até aí nada novo, já que os Los Hermanos não são nenhum tipo de Poliana no que diz respeito às suas composições. O que me intrigou mesmo foi a insistência do Camelo com a tal "Morena". Se ele não se apaixonou por uma, ele descobriu essa palavra anteontem. Porque, além da música que leva esse título, em outras duas ele chama por essa tal Morena. Eu hein.
Mas, enfim. Descrever música é coisa complicada pra mim. Bom mesmo é pegar e ouvir. Mas já adianto: Por hora, meu cd não tá em situação de empréstimo.
Daqui alguns meses, quem sabe.
terça-feira, agosto 02, 2005
Assinando o atestado de alienada.
[Não com orgulho, vale dizer.]
É fato que a mídia e as pessoas ultimamente parecem não ter outro assunto senão esse tal mensalão e as malas cheias de dinheiros sendo levadas de não sei onde para não sei onde, as denúncias do Roberto Jefferson e qualquer outra coisa que envolva a lama na qual o atual governo tem chafurdado.
Acontece que esse assunto simplesmente não me interessa. Não sinto a menor atração pelo português errado dos senadores, pela falta de caráter de não sei quem, pelo desenrolar, enfim, de toda essa coisa.
E ligar a televisão ou passar o olho pelas revistas da banca é dar de cara com isso, sem erro. Até no ponto de ônibus, compenetrada em complexas questões, ["Chegá leim casa eu como pão com manteiga esquentado ou não?"] eu não deixo de escutar as famigeradas palavrinhas saindo da boca de alguém para formar frases que, pra mim, nem tem muito sentido. E não, não acho graça dos senadores e deputados e secretárias se estapeando verbalmente usando vocativos rebuscados.
Eu não sei, deve ser questão de gosto. Outras coisas, provavelmente bestas e desinteressantes como um graveto pra maioria das pessoas, prendem tão mais a minha atenção. Comigo também não vai servir o argumento de que então eu não sei o que se passa em meu país. Não serve mesmo, porque, pra maioria das pessoas que acompanha tão assiduamente esse circo já montado, o que interessa é o mesmo que o Programa do Ratinho oferece: O que há de pior no ser humano a ser exposto para quem quiser ver. Ver a podridão alheia e saber quem será o alvo das frustrações e raivas da vez.
Eu? Dispenso. Podridão eu prefiro ver em personagens. Deve ser por isso que filmes e livros e qualquer coisa inventada me cativem mais e façam de mim uma moça tranquila e conscientemente alienada.
[Não com orgulho, vale dizer.]
É fato que a mídia e as pessoas ultimamente parecem não ter outro assunto senão esse tal mensalão e as malas cheias de dinheiros sendo levadas de não sei onde para não sei onde, as denúncias do Roberto Jefferson e qualquer outra coisa que envolva a lama na qual o atual governo tem chafurdado.
Acontece que esse assunto simplesmente não me interessa. Não sinto a menor atração pelo português errado dos senadores, pela falta de caráter de não sei quem, pelo desenrolar, enfim, de toda essa coisa.
E ligar a televisão ou passar o olho pelas revistas da banca é dar de cara com isso, sem erro. Até no ponto de ônibus, compenetrada em complexas questões, ["Chegá leim casa eu como pão com manteiga esquentado ou não?"] eu não deixo de escutar as famigeradas palavrinhas saindo da boca de alguém para formar frases que, pra mim, nem tem muito sentido. E não, não acho graça dos senadores e deputados e secretárias se estapeando verbalmente usando vocativos rebuscados.
Eu não sei, deve ser questão de gosto. Outras coisas, provavelmente bestas e desinteressantes como um graveto pra maioria das pessoas, prendem tão mais a minha atenção. Comigo também não vai servir o argumento de que então eu não sei o que se passa em meu país. Não serve mesmo, porque, pra maioria das pessoas que acompanha tão assiduamente esse circo já montado, o que interessa é o mesmo que o Programa do Ratinho oferece: O que há de pior no ser humano a ser exposto para quem quiser ver. Ver a podridão alheia e saber quem será o alvo das frustrações e raivas da vez.
Eu? Dispenso. Podridão eu prefiro ver em personagens. Deve ser por isso que filmes e livros e qualquer coisa inventada me cativem mais e façam de mim uma moça tranquila e conscientemente alienada.
segunda-feira, agosto 01, 2005
"(...)Saio em segredo
Você nem vai notar
E assim sem despedida
Saio de sua vida
Tão espetacular
E ao chegar lá fora
Direi que fui embora
E que o mundo já pode se acabar
Pois tudo mais que existe
Só faz lembrar que o triste
Está em todo lugar
E quando acordo cedo
De uma noite sem sal
Sinto o gosto azedo
De uma vida doce
E amarga no final
Saio sem alarde
Sei que já vou tarde
Não tenho pressa
Nada a me esperar
Nenhuma novidade
As ruas da cidade
O mesmo velho mar..."
Pato Fu - Agridoce
Música linda. E Belo Horizonte hoje.
Férias boas, bastante boas. Espero que o próximo semestre esteja a altura, e não deixe em mim um saudosismo vazio.
Vai ser bom, vai sim.
Boa noite pra vocês, e boa viagem pra mim.
Você nem vai notar
E assim sem despedida
Saio de sua vida
Tão espetacular
E ao chegar lá fora
Direi que fui embora
E que o mundo já pode se acabar
Pois tudo mais que existe
Só faz lembrar que o triste
Está em todo lugar
E quando acordo cedo
De uma noite sem sal
Sinto o gosto azedo
De uma vida doce
E amarga no final
Saio sem alarde
Sei que já vou tarde
Não tenho pressa
Nada a me esperar
Nenhuma novidade
As ruas da cidade
O mesmo velho mar..."
Pato Fu - Agridoce
Música linda. E Belo Horizonte hoje.
Férias boas, bastante boas. Espero que o próximo semestre esteja a altura, e não deixe em mim um saudosismo vazio.
Vai ser bom, vai sim.
Boa noite pra vocês, e boa viagem pra mim.
sábado, julho 30, 2005

Apesar de o cinema em Ipatinga só ter disponibilizado versões dubladas do filme, eu vi hoje, e achei fantástico. [Não conseguiria achar trocadilho mais infame.].
Eu costumo gostar bastante do Johnny Depp, mas nessa nova versão de A Fantástica Fábrica de Chocolates ele tá um absurdo. Consegue ser peculiar e expressivo sem ficar caricato, ou ridículo. E até os atores mirins, que costumam causar vergonha alheia, cumprem seu papel direitinho. Alguns chegam até a serem simpáticos, acredita? Juro.
É fato que a versão dublada do filme prejudica sem medida, mas as caras do[s] Oompa Loompa, as dancinhas, os cenários, a cena na qual é feita uma [grande] menção ao 2001 - Uma Odisséia no Espaço e toda a ironia que faz refletir se aquilo ali é realmente um filme pra crianças, fazem valer a pena o esforço de escutar aquelas vozes já conhecidas do Sessão da Tarde.
E, quanto às comparações com a versão original, é óbvio que a tendência de quem cresceu assistindo às infinitas reprises desse filme no Sbt, seja preferir o antigo, por uma questão até mesmo sentimental e tudo. Mas eu não diria que a versão atual deixa a desejar. Não mesmo, de forma alguma.
Se ter conseguido me empolgar é uma carcterística boa num filme, eu diria que recomendo este sem dúvidas.
[Ouvindo Pois é / Dois Barcos, do cd novo do Los Hermanos. Por enquanto esse tal Quatro tá muito bom.]
quarta-feira, julho 27, 2005
"Envolvia-a com os meus braços, beijei-a e chorei pelo meu pai e por todos os pais e todos os filhos também, por estarem vivos em tempos como aqueles, por mim, (...) não havia escolha, eu tinha que conseguir."

[Pose de fotologger, ok.]
Eu acho que simples e intenso do jeito que tá aí, eu não preciso dizer que é John Fante. O personagem não se chama Arturo Bandini dessa vez, mas há ranço e rastro dele por tudo o que é parte de 1933 foi um ano ruim.
E, ler esse maldito, pra mim é um prazer que eu fico a adiar como a Clarice Lispector [outra escritora das fodas, que me faz sentir um misto de ódio e admiração a cada virada de página] descreve naquele conto, Felicidade Clandestina. Eu fico passeando com o livro pela casa, parando as minhas horas pra viver as dos personagens, rindo aquele riso irônico com metade da boca, pensando que não é possível que eu me veja refletida tão claramente em uma história que não é a minha.
Assusta e cativa na mesma medida. Vai direto ao ponto, mas de forma maldosamente branda pra que eu só veja o estrago depois de fechar o livro.
Diabo sô. O sujeito esfrega as minhas fraquezas na minha cara sem nem saber quem eu sou e eu ainda assim gosto dele. Coisa de doido, só pode.
Mas, então. Por via das dúvidas, devem haver uns perdidos atoas pedindo pra levar uns tapas na cara por aí.
Fecha essa janelinha escura então e vai atrás das coisas desse "Carcamano" que é todo contradição logo.
É muito mais negócio que tentar caçar algo que valha a pena por aqui. Sabe como, assunto anda faltando.
[Ouvindo Neil Young - Cortez The Killer]

[Pose de fotologger, ok.]
Eu acho que simples e intenso do jeito que tá aí, eu não preciso dizer que é John Fante. O personagem não se chama Arturo Bandini dessa vez, mas há ranço e rastro dele por tudo o que é parte de 1933 foi um ano ruim.
E, ler esse maldito, pra mim é um prazer que eu fico a adiar como a Clarice Lispector [outra escritora das fodas, que me faz sentir um misto de ódio e admiração a cada virada de página] descreve naquele conto, Felicidade Clandestina. Eu fico passeando com o livro pela casa, parando as minhas horas pra viver as dos personagens, rindo aquele riso irônico com metade da boca, pensando que não é possível que eu me veja refletida tão claramente em uma história que não é a minha.
Assusta e cativa na mesma medida. Vai direto ao ponto, mas de forma maldosamente branda pra que eu só veja o estrago depois de fechar o livro.
Diabo sô. O sujeito esfrega as minhas fraquezas na minha cara sem nem saber quem eu sou e eu ainda assim gosto dele. Coisa de doido, só pode.
Mas, então. Por via das dúvidas, devem haver uns perdidos atoas pedindo pra levar uns tapas na cara por aí.
Fecha essa janelinha escura então e vai atrás das coisas desse "Carcamano" que é todo contradição logo.
É muito mais negócio que tentar caçar algo que valha a pena por aqui. Sabe como, assunto anda faltando.
[Ouvindo Neil Young - Cortez The Killer]
quinta-feira, julho 21, 2005
[When you´re the only one] ou
(Hold me Close, I hate you the most II) ou
(Possível seqüência pro texto do dia 07 de Junho) ou
(Moon Song tem uma das letras mais simples e mais verdadeiras que eu já li, daí a razão que me faz usar alguns de seus trechos como pseudo-títulos de textos meus) ou
(Sem mais firulas, o mini texto ta aí embaixo.)
Ele tem uns olhos irônicos. As pupilas dilatadas o tempo todo, só deixam um contorno castanho avisando que estes não são olhos tão pretos como à primeira vista pode-se pensar. Pupilas engrandecidas como a de uma criança ingenuamente feliz, fazendo parte da janela de uma alma cansada, já traída pelo gosto amargo do pessimismo inato.
Olhos de criança em quem carrega espírito de velho.
Essa contradição toda me fascina, e então eu não consigo prestar atenção em outra coisa que não seja ele. Nessas mãos que sobem e descem sem saber onde exatamente parar. E no tap-tap-tap do pé denunciando sua ansiedade de garoto envelhecido antes da hora. Eu me perco no seu jeito de quem parece estar sempre à espera nervosa de um alguém que não chega, de quem tenta esconder seus defeitos atrás de uma cara fechada, de quem é só espinhos pra tudo o que possa chegar perto e dizer “oi.”
Sempre fugindo de mim, sempre estremecendo ao meu toque. Ás vezes me olha com raiva, ás vezes eu leio nos tais olhos certa admiração. Um dia eu vi amor. Mas já era tão tarde da noite e já estávamos tão bêbados. Preferi pensar que era um equívoco, surto pretensioso de garota convencida, e até hoje me embaraço nessa dúvida, enquanto mergulho meus olhos naqueles, tentando decifrar tudo aquilo que tenta com sangue e suor esconder, mas que eu desejo – mais que seu sangue e seu suor – descobrir.
[Internet voltou. Viajo sexta do mesmo jeito. Mas fico mais tranquila assim.]
(Hold me Close, I hate you the most II) ou
(Possível seqüência pro texto do dia 07 de Junho) ou
(Moon Song tem uma das letras mais simples e mais verdadeiras que eu já li, daí a razão que me faz usar alguns de seus trechos como pseudo-títulos de textos meus) ou
(Sem mais firulas, o mini texto ta aí embaixo.)
Ele tem uns olhos irônicos. As pupilas dilatadas o tempo todo, só deixam um contorno castanho avisando que estes não são olhos tão pretos como à primeira vista pode-se pensar. Pupilas engrandecidas como a de uma criança ingenuamente feliz, fazendo parte da janela de uma alma cansada, já traída pelo gosto amargo do pessimismo inato.
Olhos de criança em quem carrega espírito de velho.
Essa contradição toda me fascina, e então eu não consigo prestar atenção em outra coisa que não seja ele. Nessas mãos que sobem e descem sem saber onde exatamente parar. E no tap-tap-tap do pé denunciando sua ansiedade de garoto envelhecido antes da hora. Eu me perco no seu jeito de quem parece estar sempre à espera nervosa de um alguém que não chega, de quem tenta esconder seus defeitos atrás de uma cara fechada, de quem é só espinhos pra tudo o que possa chegar perto e dizer “oi.”
Sempre fugindo de mim, sempre estremecendo ao meu toque. Ás vezes me olha com raiva, ás vezes eu leio nos tais olhos certa admiração. Um dia eu vi amor. Mas já era tão tarde da noite e já estávamos tão bêbados. Preferi pensar que era um equívoco, surto pretensioso de garota convencida, e até hoje me embaraço nessa dúvida, enquanto mergulho meus olhos naqueles, tentando decifrar tudo aquilo que tenta com sangue e suor esconder, mas que eu desejo – mais que seu sangue e seu suor – descobrir.
[Internet voltou. Viajo sexta do mesmo jeito. Mas fico mais tranquila assim.]
segunda-feira, julho 18, 2005
Sabe lan house?
Poizé, isso não presta. Mas em momentos de mais de um fim de semana sem chegar perto da internet - problemas com o velox - elas até que são um pouquinhos úteis.
Se eu tivesse um computador em casa [foi levado pra casa de um amigo do meu irmão pra uma dessas redes e bla bla bla] hoje postaria um texto que fiz ontem. Um textinho, daqueles que a gente faz quando ouve Moon Song, do My Bloody Valentine.
Uma continuação pra outro texto feito dia desses, enquanto eu ouvia essa mesma música.
Como não tenho, e como o tempo aqui é curto e eu não penso direito sob muita pressão, fica só o aviso.
Viajo dia desses também, portanto, isso aqui ficará mais uma semana sem atualização.
A falta de internet tem me deixado nervosa, chatinha. Àqueles que tem de se encontrar comigo nesses dias, peço desculpas.
Eu conseguiria ser mais legal.
Então. Que meu velox volte logo pra que eu possa voltar a ser alguém razoável.
Até.
Poizé, isso não presta. Mas em momentos de mais de um fim de semana sem chegar perto da internet - problemas com o velox - elas até que são um pouquinhos úteis.
Se eu tivesse um computador em casa [foi levado pra casa de um amigo do meu irmão pra uma dessas redes e bla bla bla] hoje postaria um texto que fiz ontem. Um textinho, daqueles que a gente faz quando ouve Moon Song, do My Bloody Valentine.
Uma continuação pra outro texto feito dia desses, enquanto eu ouvia essa mesma música.
Como não tenho, e como o tempo aqui é curto e eu não penso direito sob muita pressão, fica só o aviso.
Viajo dia desses também, portanto, isso aqui ficará mais uma semana sem atualização.
A falta de internet tem me deixado nervosa, chatinha. Àqueles que tem de se encontrar comigo nesses dias, peço desculpas.
Eu conseguiria ser mais legal.
Então. Que meu velox volte logo pra que eu possa voltar a ser alguém razoável.
Até.
quarta-feira, julho 13, 2005
Precisa-se de template novo.
E um outro nome pra esse blog também seria extremamente bem vindo.
Porque, já faz um tempinho que trechos como "My Suicidal Dreams, voices telling me what to do." cantados pelo loirinho do Silverchair não mais significam muita coisa pra mim. Esse ranço de pseudo-melancolia trazida dos meus 15 anos não combina mais comigo.
E esse template, apesar de ser bonito, é meio escuro demais. E tá aqui há tempo demais. A gente acaba enjoando né.
Então, qualquer sugestão, ajuda, trocado, tapinha na cabeça, sorrisinho amarelo, e o que mais for, é bem vindo(a).
Não subestimem o poder das caixinhas de comentários. =}
_________________________________________________________________________
"Some people say I'm wasting time yeh, but they don't really know
I like what I see I see what I like yeh, it gives me such a glow
(...)
First thing in the morning, last thing at night
I look, stare everywhere and see everything inside
Stop, look and listen baby that's my philosophy."
Elvis Presley - Rubberneckin'
Isso é simplesmente a música mais dançante que eu já escutei nos últimos tempos. Sabe repetir a música mais de cinco vezes seguidas e não conseguir ficar parada de verdade? E fazer a tal dança ridícula sobre a qual eu já comentei aqui várias vezes?
Poizé. Não sei se a versão original [porque essa que me faz balançar desde o dedinho do pé até o último fio de cabelo é claramente um remix feito por não sei quem, que acrescentou à música uns saxofones, barulhinhos de teclado e outras frescuras eletrônicas] é tão boa quanto a que eu tô ouvindo agora.
Mas, por mais safado que seja esse remix, nada me fez dançar tanto desde Holler das Spice Girls.
Tá rindo? Ouça essas músicas e eu quero ver se pelo menos o seu dedão não vai ficar frenético.
E um outro nome pra esse blog também seria extremamente bem vindo.
Porque, já faz um tempinho que trechos como "My Suicidal Dreams, voices telling me what to do." cantados pelo loirinho do Silverchair não mais significam muita coisa pra mim. Esse ranço de pseudo-melancolia trazida dos meus 15 anos não combina mais comigo.
E esse template, apesar de ser bonito, é meio escuro demais. E tá aqui há tempo demais. A gente acaba enjoando né.
Então, qualquer sugestão, ajuda, trocado, tapinha na cabeça, sorrisinho amarelo, e o que mais for, é bem vindo(a).
Não subestimem o poder das caixinhas de comentários. =}
_________________________________________________________________________
"Some people say I'm wasting time yeh, but they don't really know
I like what I see I see what I like yeh, it gives me such a glow
(...)
First thing in the morning, last thing at night
I look, stare everywhere and see everything inside
Stop, look and listen baby that's my philosophy."
Elvis Presley - Rubberneckin'
Isso é simplesmente a música mais dançante que eu já escutei nos últimos tempos. Sabe repetir a música mais de cinco vezes seguidas e não conseguir ficar parada de verdade? E fazer a tal dança ridícula sobre a qual eu já comentei aqui várias vezes?
Poizé. Não sei se a versão original [porque essa que me faz balançar desde o dedinho do pé até o último fio de cabelo é claramente um remix feito por não sei quem, que acrescentou à música uns saxofones, barulhinhos de teclado e outras frescuras eletrônicas] é tão boa quanto a que eu tô ouvindo agora.
Mas, por mais safado que seja esse remix, nada me fez dançar tanto desde Holler das Spice Girls.
Tá rindo? Ouça essas músicas e eu quero ver se pelo menos o seu dedão não vai ficar frenético.
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